O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

06
Mar 09

O conjunto da Cidadela de Cascais está compreendido entre a Ponta do Salmodo e o Clube Naval de Cascais, sendo um edifício histórico militar, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 29 de Setembro de 1977 e é um exemplar assinalável da arquitectura militar do séc. XVII. Desde a sua construção, muita da história de Portugal se fez entre as suas extensas e imponentes muralhas. Recorde-se por exemplo que foi da Cidadela que partiu, em 1810, para a batalha do Buçaco, o Regimento 19 de Infantaria, sob a protecção de Santo António, cuja imagem ainda se encontra na Cidadela; foi na Cidadela que se inaugurou, a 28 de Setembro de 1878, a iluminação eléctrica no país; a Cidadela foi utilizada como residência real a partir de 1871, nela tendo falecido o rei D. Luís I; foi em Cascais que a Família Real Portuguesa começou a ir à praia e a partir de então diversas famílias importantes começaram a se estabelecer ali, erguendo os seus palácios e transformando a povoação numa comunidade cosmopolita. Após a Proclamação da República, o Palácio ficou dependente da Presidência da República, tendo sido utilizado sobretudo por Óscar Carmona que ali viveu quase todo o tempo em que foi Presidente da República.

Mais recentemente, após a cedência da Cidadela pelo Ministério da Defesa à Câmara Municipal de Cascais, esta autarquia, como forma de revitalizar o espaço e proporcionar uma alternativa turística e cultural a todos os Portugueses, Cascalenses e turistas, optou por lançar um Concurso Público Internacional para a sua Concepção, Concessão e Exploração, por um período nunca superior a 70 anos.

O Viajar sabe que a adjudicação já foi feita ao único concorrente - o Grupo Pestana - que aí pretende abrir a sua primeira Pousada de Portugal do distrito de Lisboa e que o projecto apresentado contempla não só a construção de 127 quartos, como também de espaços para lojas, restauração e actividades culturais. Com um investimento na ordem dos 20 milhões de euros, o Viajar está convicto que Cascais e o país também sairão vencedores com esta solução.

Deixo-vos algumas fotos do espaço:

 

 

 

Para aqueles que ainda não conhecem, desafio-os a estarem atentos à agenda cultural da CMC e a aproveitarem os eventos que até Outubro ocuparão este fantástico espaço e que proporcionam momentos como estes:

 

 

 

Mr. Hellmanns às 17:28

17 comentários:
Prestei serviço no CIACC de 1971 a 1974. Muitas saudades daquele extraordinários espaço. Muitas saudades de toda aquela gente maravilhosa: Oficiais, sargentos e praças. O nosso Comandante Aristides Pinheiro uma pessoa de uma grande humanidade. Diria que éramos uma grande família militar.
Manuel a 13 de Outubro de 2014 às 15:10

Prestei o meu serviço militar no CIAAC de Março de 1970 a Fevereiro de 1972. Certamente que nos conhecemos nessa época. Eu era 1º cabo escriturário e trabalhava na secção de mobilização. Todos tinham grande apreço pelo comandante, Ten. Cor. Aristides Pinheiro. Também tenho grande saudades daquele tempo, e quando vejo qualquer referência a Cascais ou à sua Cidadela ainda hoje (e já lá vão mais de 40 anos) não fico indiferente. Fiz parte de um Grupo Coral orientado pelo então Furriel Mil. Serrilha (hoje Maestro César Batalha). Lembra-se? Foi um tempo extraordinário.
João David a 20 de Agosto de 2016 às 20:04

Caro João David, peço desculpa ,só agora responder à questão que levantaste( não te importas, que te trate por tu)? Eu fui de Queluz (RAAF), em Outubro de 1971, para o CIAAC, onde estive até Maio de 1974 (quando se deu o “25 de Abril”, estava de licença), mas quando regressei, ainda fui escalado, para o aeródromo de Tires. Relativamente ao Furriel Mil. Serralha, pelo nome não me lembro! Até que data ele permaneceu no CIAAC? Eu era soldado op.radar e dava a minha prestação diária nos barracões, junto ao fosso, que interligava com os serviços rotineiros: de plantão e outros. Mais ao menos a partir de meados 1972,até ao fim, fui incorporado voluntariamente, numa lista em que só fazia serviço à porta de armas.
Amigo, fomos contemporâneos numa época e partilhámos um mesmo espaço físico, que seguramente nos marcou para sempre. Às vezes interrogo-me, passados tantos anos, onde é que estarão agora esses companheiros, como estarão? Enfim, momentos que não se repetem e que nos leva a refletir sobre a vida.
Um abraço
Manuel Jorge
Anónimo a 23 de Maio de 2017 às 19:05

Prestei serviço no CIACC de 1971 a 1974. Muitas saudades daquele extraordinário espaço. Muitas saudades de toda aquela gente maravilhosa: Oficiais, sargentos e praças. O nosso Comandante Aristides Pinheiro era uma pessoa de uma grande humanidade. Diria que éramos todos uma grande família militar.
Manuel a 13 de Outubro de 2014 às 15:12

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