O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

04
Fev 09

Nomeado para oito óscares, o filme sobre Harvey Milk, o primeiro cidadão norte-americano assumidamente gay a ser eleito para um cargo público, aborda uma América dividida que discute publicamente a orientação sexual dos seus cidadãos e os direitos das minorias emergentes.

Quando no final dos anos 70 uma facção de conservadores cristãos avança com a "Proposition 6", uma proposta com o objectivo de garantir o despedimento de professores homosexuais em todo o país, o estado da California, mais concretamente São Francisco - através de Harvey Milk e de uma das maiores comunidades gay - transforma-se no epicentro da luta. A batalha é ganha. Meses depois, Harvey Milk é assassinado. Deixa um percurso impressionante em matéria de activismo e de lobbying e é instantaneamente elevado à categoria de herói.

 

E se em 2005 o Mundo ficou desconfiado com as cenas de "Brokeback Mountain", no início de 2009 ninguém estranha Sean Penn em "Milk", independentemente do filme estar carregado de "tensão sexual". A interpretação valeu-lhe, com toda a justiça, a nomeação para os Globos de Ouro e para os Óscares. Sabendo à partida que a Academia adora biografias, Sean Penn é sem dúvida um dos favoritos à vitória, assim como o realizador assumidamente gay Gus Van Sant (a pessoa certa para o filme certo). Mais sobre Harvey Milk aqui.

E aproveitando este comentário o Viajar faz aqui a estreia da sua nova escala (1 a 10 em boiões de maionese).

 

Produto fresquinho certificado pelo VM

Mr. White às 15:34

2 comentários:
Ontem fui ver esta filme e ADOREI.Tem um Sean Penn no seu melhor. E toda a realização é fantástica, Gus Van Sant está de parabéns!Só não sei se hollywood tem coragem para dar o óscar ao Sean Penn e ao Realizador (se há Obama na Presidência, se Filadélfia também recebeu óscar, talvez este receba!). O que mais gostei é que apesar de ser um filme sobre gays, realizado por alguém assumidamente gay, é interpretado por um heterossexual que não teve qualquer tipo de preconceito em fazer um filme destes, em fazer cenas que chocariam (chocam?!) muita gente. Aparte a questão gay, é um filme que demonstra que a união faz a força (onde será que já ouvi isto) e que quando se quer lutar por algo, vale a pena todo o esforço. Não é só a questão direitos dos gays vs. homofobia que é tida em conta neste filme. É a questão de que as pessoas, normais, se unirem esforços e se lutarem por algo em que acreditam conseguem alcançar esse "algo". O mesmo aconteceu com Obama, na eleição presidencial dos EUA. O mesmo aconteceu com os pretos na África do Sul e nos EUA, o mesmo aconteceu com os camionistas o ano passado contra os aumentos da gasolina, o mesmo acontece com os trabalhadores quando fazem greve (vejam o caso Autoeuropa)... lutar por aquilo que se acredita, eis o mote do filme.
SSF a 5 de Fevereiro de 2009 às 16:43

Já no pós-Oscar Night, a estatueta foi bem entregue ao Sr. Pen!! Ficou, no entanto, muito aquém da sua representação no filme, a tentativa de no discurso de agradecimento deixar, a uma plateia de milhões em todo o Mundo, uma marcante palavra de ordem pró liberdade de escolha sexual... Pena.
Mostarda a 28 de Fevereiro de 2009 às 23:26

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