O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

16
Mar 10

Em pleno evento de discussão da Estratégia Nacional para a Energia e perante uma plateia de 200 pessoas no Pavilhão de Portugal, José Sócrates foi anunciado como... José Trocas-te, o nome do boneco do Contra-Informação. A plateia presente no Pavilhão de Portugal reagiu com espanto, mas não houve qualquer rectificação ou justificação para o erro do speaker. Priceless...

 

Mr. White às 19:00

Vem este post no seguimento do anterior colocado pelo Mr. White e a propósito desse Congresso cheio de surpresas que foi o do PSD.

Pelo título parece que o Congresso foi em zona vinícola - Cartaxo, Douro, Alentejo - em vez de ter sido em Mafra. Sucede que deste Congresso o que fica retido na memória é o discurso inflamado do Presidente da Câmara das Caldas da Rainha e a sua réplica a quem lhe oferecia um copo de água para acalmar e a introdução nos Estatutos do partido de uma norma proposta pelo "menino-guerreiro" Santana Lopes.

O 1º caso, já foi falado no post anterior e quanto a isso, Ms. Brown não fará qualquer outro comentário que não o de que o Presidente das Caldas da Rainha safou-se de boa pois se a "Lei da Rolha" já estivesse em vigor, habilitar-se-ia a ser punido disciplinarmente, pois bateu a eito em todos os responsáveis do partido (e com muita razão em alguns casos). A sua tirada foi hilariante e sem dúvida um grande "desbloqueador de conversas" e um tiro na "seriedade" do Congresso.

E sobre a "Lei da Rolha", o que dizer?

Ora, então o Santana Lopes, recordando-se do tempo em que foi líder do partido e PM (uma mancha na nossa democracia) e foi alvo de inúmeros ataques da parte dos seus colegas de partido, incluindo do nosso actual Presidente da República (quem não se lembra do artigo publicado no jornal "Expresso" sobre a boa moeda expulsar a má moeda?), apresentou ao Congresso uma alteração à disciplina do partido, impondo que nenhum militante do PSD possa falar, publicamente, mal do líder e das directivas do partido, incorrendo em pesadas sanções se o fizer nos 60 dias anteriores a qualquer acto eleitoral.

Extraordinariamente (ou não) esta proposta foi aprovada por 356 votos a favor, 70 votos contra e cento e tal abstenções (os números podem não estar correctos). Mas, mais extraordinário foi o facto de, quando os jornalista interrogaram os candidatos a líder do partido e outros militantes, todos se mostrarem contra esta norma, inclusivamente, um dos candidatos (Aguiar Branco) suscitou uma questão de constitucionalidade, outro diz que se for líder (Paulo Rangel) revogará a norma e outro (Passos Coelho) que fará de tudo para alterar os Estatutos. Mas, quando a proposta foi apresentada, nenhum destes candidatos subiu ao palanque para se insurgir contra (Ms. Brown desconhece a disciplina do Congresso, mas pensa que o poderiam fazer). Só Manuela Ferreira Leite apoiou e disse que a norma tinha a sua razão de ser... claro! Aquela senhora foi tantas vezes alvo das críticas internas que só poderia concordar...

É sem dúvida algo que tem a ver com a vida interna do Partido e não é nada de invulgar, já que no PS e partidos socialistas europeus norma idêntica existe nos seus Estatutos, e noutros partidos também, mas, Ms. Brown que tem a sua ideologia política e o seu partido, mas não é filiada, insurge-se contra este tipo de norma (por isso é que não é filiada!).

Que é feito da liberdade de expressão e opinião? Se um líder não tem perfil, erra, não consegue levar o partido às vitórias, sujeita-se à crítica, claro que terá de ser construtiva. Marcelo Rebelo de Sousa criticou por diversas vezes, de forma construtiva, os seus líderes, mesmo Marques Mendes seu sucessor e protegido. Alberto João Jardim atacou, ataca e atacará, constantemente, os seus líderes, e até o Presidente da República (o Sr. Silva, lembram-se?). E Ms. Brown não se recorda de alguma vez terem sido repreendidos (bom, Marcelo Rebelo de Sousa foi afastado da TVI) e não crê que alguma vez o venham a ser. Como conciliar as críticas dos ditos "senadores" do partido com as do militante de base? Haverá tratamento igual?

Esta norma só podia ser apresentada por Pedro Santana Lopes e isso demonstra a sua personalidade e carácter... ou falta dele!

Enfim, assim vai a democracia em Portugal: um PM envolvido em escândalos e o Partido da Oposição com leis "estalinistas"... É caso para cantar como Jorge Palma "Ai Portugal, Portugal, do que é que tu estás à espera..."

 

Ms. Brown às 15:50

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