O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

15
Mar 10

A meio do seu zapping de sábado, o VM deu por si a ouvir uma inflamada intervenção no Congresso do PSD. Presidente da C.M. das Caldas de Rainha há mais de 20 anos, Fernando Costa falou durante quase meia hora, sem filtro, para gáudio da maioria dos presentes e para incómodo de vários elementos da direcção do partido. Sem vergonha e sem papas na língua, passou os recados que queria, deixou as suas opiniões bem claras e deu espectáculo. A sua intervenção aqui

 

Mr. White às 16:19

Nós todos somos consumidores (e alguns consumistas!) e por isso, na linha do meu pensamento já explanado sobre o Dia da Mulher, não deveria haver só um dia para se falar deste assunto. Todos os devias devem ser dia para nos recordarmos da nossa condição de consumidores.

Mas, e porque não quero parecerer uma "velha do Restelo" assinalo então este Dia neste texto para chamar a atenção para as inúmeras situações diárias de violação dos nossos direitos enquanto consumidores.

Quem já não teve de telefonar inúmeras vezes para os prestadores de serviços de telecomunicações, de televisão por cabo, de seguros, que levante a mão?

A Ms. Brown é ,quase mensalmente ,que tem de lidar com situações de reclamação, quer em termos pessoais quer em termos profissionais.

E digam lá que não é um calvário? Os inúmeros telefonemas; as horas gastas; o desespero pela situação não estar resolvida; o "espere um minuto por favor, vamos tentar resolver a sua situação com a maior brevidade possível"... tudo isto vos (nos) é familiar com certeza!

Estatisticamente, são os prestadores de serviços de telecomunicações o que mais reclamações provocam. Todos sem excepção. Ms. Brown já teve problemas com Tv Cabo - quer ao nível da televisão quer ao nível da Internet  - Tmn, Vodafone (este é o último caso)... e em todos eles teve de "puxar dos galões", fazer uso da sua profissão (do mundo das leis) e "mostrar os dentes", ameaçando com processos e queixas à ANACOM e todas as entidades competentes. Em todos estes casos, infelizmente teve de chegar a este ponto, pois sempre que foi tratada como simples consumidora, nunca houve qualquer brevidade na resolução dos assuntos.

É lamentável que o consumidor seja mal-tratado, espezinhado, gozado pelos prestadores de serviços. Se o consumidor soubesse o poder que detém, os prestadores de serviços não  actuariam como o fazem. Mas, infelizmente, o nosso país é ainda um país de gente iletrada (alfabetizada mas incapaz de entender o que lê!), e inconsciente dos seus direitos, bem como de gente acomodada, que prefere o "não se chatear" ao "vou defender aquilo a que tenho direito". Ora, os prestadores de serviços conhecendo bem a condição da maior parte da população aproveitam-se (e bem!) para impingir todo o tipo de serviços, sem a qualidade expectável (anunciam velocidades mega-hiper-super grandes de internet mas depois a zona não dá para essa velocidade!), demorando uma eternidade até resolverem as questões e dando-se ao luxo, muitas vezes, de as resolver mas não devolver as quantias indevidamente cobradas!

Para além dos prestadores de serviços das telecomunicações, há também aqueles créditos promovidos na TV - tudo fácil, tudo na hora! Basta um telefonema, um clique e já está, € 25.000,00 na continha do senhor! Mas, e aquelas letras minúsculas que ninguém lê, o que dizem? Dizem que o senhor vai pagar uma taxa anual efectiva de 20%! Ou seja, muito superior ao praticado nos bancos para empréstimos pessoais. Mas o mais grave, é que a maior parte destes financiadores tem por detrás um banco, e por isso é que estes nem se chateiam com a concorrência "desleal" que é feita em termos de financiamento. Ganham sempre!

Há ainda a situações dos anúncios dos automóveis. Em tempos tornou-se obrigatório informar nos anúncios as condições de aquisição de um automóvel. Que fizeram os anunciantes? Contrataram pessoas que lêm à velocidade super-sónica e passaram a colocar em rodapé, a uma velocidade estonteante em que condições a prestação mensal que é anunciada é válida.

Pois é, meus caros viajantes, Ms. Brown limitou-se a dar alguns exemplos, muitos mais haverão - restaurantes, discotecas e bares, são outros grandes violadore dos direitos dos consumidores.

Não podendo falar de todos, fica o aviso: como consumidores temos direitos! Se se sentirem violados nos vossos direitos, reclamem por escrito! Peçam o livro de reclamações (livro amarelo na função pública), não se calem, ameacem com processos, exijam qualidade nos serviços!

Boa semana...

Ms. Brown às 12:44

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