O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

10
Set 09

Estamos com duas eleições à porta. Nas legislativas, não há uma ponta de certeza sobre o resultado, mas PS e PSD estão na linha da frente e pode mesmo ser o resultado dos “pequenos” a decidir algo no futuro. Toda a conjuntura levou o governo a adiar ideias, propostas projectos até o país saber para que lado se vira.

 

As autárquicas 15 dias depois, repetem a situação a nível local. Há 309 câmaras em disputa, mas serão poucas aquelas em que há incertezas. Lisboa é uma delas, apesar de as sondagens apontarem para uma vantagem do socialista António Costa. O adversário é Santana Lopes, que quer voltar à câmara de onde saiu em 2004 e onde teve o Parque Mayer como um dos seus projectos. Ontem, António Costa conseguiu aprovar um projecto na câmara para o Parque Mayer onde não conta com qualquer vestígio do que Santana tinha pedido a Frank Gehry.


Santana não gostou e pediu que a câmara entrasse numa gestão corrente a partir de agora. Ou seja, que parasse. Porque vai haver eleições. Como se as decisões tomadas até lá não fossem legítimas. Em Portugal tem crescido este hábito do “vai haver eleições, agora não se decide nada”. Os mandatos políticos deixam de ser de quatro anos, para serem de três anos e mais uns meses para arrumar papéis. Como se num jogo de futebol, os últimos dez minutos fosse só para descomprimir e trocar umas bolas… O VM não defende que se faça como no caso Freeport, ou como aconteceu no governo de Santana, com decisões à última da hora, quando já se sabia que haveria uma troca na cor do governo.

Mas seria positivo que os políticos começassem a assumir efectivamente o tempo dos mandatos do primeiro ao último minuto e que assumissem que ali podem tomar decisões à vontade. É para isso que foram eleitos, é isso que se espera deles. Porque às vezes é melhor uma má decisão do que não tomar decisão nenhuma. Estamos fartos de passividade, mas depois surgem estes pedidos a pedir…. passividade. E se essa é apenas uma forma de chamar a atenção, pode não ser a melhor aposta....


Se a situação se repetir pelo país fora, teremos 309 câmaras e um governo em suspenso. A gestão corrente existe e está prevista para quando um governo se demite ou é demitido. Em nenhum destes casos isso aconteceu. É apenas o normal mandato, perto de novas decisões. A solução estará numa ideia já defendida por várias vezes cá pelo burgo: acelerar o processo de tomada de posse. Não faz sentido que depois de conhecidos os resultados se demore um mês para que os novos eleitos assumam os seus postos.

 

Foram eleitos, é para começarem a trabalhar e não para que se mentalizem primeiro de que vão ser ministros, vereadores ou presidentes de junta. E sem a desculpa de que é necessário passar a pasta e arrumar as gavetas. E no caso dos que são reeleitos, não se percebe de todo. É caso para dizer, acelera Portugal!

Mr. Heinz às 16:18

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