O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

28
Ago 09

Era uma vez, numa remota França ocupada pelos Nazis, um pequeno grupo de soldados judeus de origem americana conhecidos como "The Basterds". Tinham uma missão simples: matar nazis e espalhar o medo entre os soldados do terceiro Reich.

  

 É esta a base do novo filme de Tarantino, um filme onde o realizador volta claramente a mostrar um enorme domínio das técnicas cinematográficas e nos dá uma lição sobre como misturar num só filme géneros tão distintos como o Western, o Drama, a Comédia e o filme de guerra/histórico. Com uma banda sonora excelente, uma fotografia fantástica e um ritmo muito próximo de um Spaghetti Western (como já vem sendo imagem de marca), Tarantino transporta-nos para um Universo paralelo dentro de uma realidade bem conhecida e explorada, a da 2ª guerra mundial. Ao jeito de comédia negra, os "Basterds" são-nos apresentados como um colectivo, um grupo coeso com motivações desconhecidas que têm como principal inimigo um agente das SS conhecido como o "Caçador de Judeus". E é deste processo dialéctico que resulta o melhor e o pior do filme. Por um lado, a actuação de Christoph Waltz, um actor austríaco desconhecido do circuito mainstream e que representa o agente das SS, é simplesmente genial e digna dos Óscares. Por outro, queremos saber mais sobre os "Basterds" mais carismáticos e... não sabemos. Apesar das 2h30m de filme fica-se com a sensação de que muito mais poderia ter sido explorado em termos de argumento e que as algumas personagens não têm a complexidade que mereciam. Ainda assim, e apesar do VM não considerar "Inglorius Basterds" uma obra-prima, é sem dúvida um grande filme. 

 

Nesta comédia negra  surgem, nos timmings certos, os típicos apontamentos dos filmes B que Tarantino adora, diálogos superiores entre os personagens e a já tradicional divisão do filme em capítulos (apesar de estarem cronologicamente seguidos). De entre as novidades destacam-se a, passo a redundância, "violência da violência". Apesar de aligeirada por gags hilariantes, é forte. Ao contrário de Kill Bill, não existem braços a voar e jorros de sangue de 3 metros, existem sim soldados a tirarem o escalpe dos nazis e um taco de basebol a esmagar os seus crânios (tinha de ser o Eli Roth, o realizar de Hostel...). Leva oito boiões de nota final, já a modos que a atirar para nove e é obviamente obrigatório ir ver numa boa sala de cinema.

Mr. White às 19:13

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