2 comentários:
Olá Ms. Brown,
Que pena não nos termos encontrado ainda que aparentemente tivéssemos estado no mesmo espaço para o mesmo concerto muitas vezes... Ainda olhava em volta a ver se te reconhecia da imagem que tenho tua de há um ano atrás ;)

De camarada festivaleiro para camarada festivaleiro aqui vai a minha procissão e apreciação do festival:

Owen Pallett - The true one-man show! Que capacidade de coordenação e rítmica incrível! Quem estivesse do lado fora diria que se tratava da mais composta banda e não um rapaz franzino. Talvez fosse a acústica do tivoli ou a soundcrew, mas o som era estridente e a voz baixa demais.

Lars and the Hands of Light - O esforço foi bom, mas por vezes isso não chega. Não impressionou, e eu até gosto do meu rock grunge.

Kele - Atrasei-me 5 minutos mas não foi por isso que fiquei aquém do contágio. Kele é um vírus em palco que não está satisfeito se ninguém for infectado com a sua energia. Se alguém estava céptico ao início, no final tornou-se fã. Foi o concerto da primeira noite.

Wavves - "Could you make the guitar sound as blistering as possible?" foram as ordens do guitarrista antes da banda se perder num remoinho de acordes frenéticos, gritos vocais e batidas a fazerem lembrar os Sum41 versão LSD. O público adorou, fez moche, mas eu apenas resisti às 3 primeiras músicas.

Vicente Palma - O português que faz jus ao seu apelido. Filho de Jorge Palma, as semelhanças são impressionantes. Arranjos melódicos fortes, voz poderosa mas as letras (ainda) não convencem. Apreciação positiva de um futuro ícone na nossa música.

Domingo no Quarto - Num ambiente ao estilo de gravação no estúdio, a dupla interpretou vários sucessos brasileiros, mais ou menos conhecidos. A falta de preparação era evidente, o que seria chato não fosse a graça e o intimismo que tinham com o público. Ficou a faltar uma voz mais melódica.

Junip - É impossível tentar dissociar a imagem desta banda de José Gonzalez; a sua voz é única. A musicalidade é mais moderna do que o seu estilo a solo, com mais arranjos electrónicos e num ritmo mais célere. Desilusão no seu relacionamento com a audiência, algo que a sala do São Jorge também não favoreceu.

I Blame Coco - They say the apple doesn't fall far away from the tree. Neste caso cai. A milhas. A vocalista, filha de Sting, é igual ao pai mas com música. A amostra não foi muita mas encheu o ouvido, é algo a estar atento no futuro.

Janelle Monáe - Quem pagou o bilhete para ver Janelle não se arrependeu. Apesar de um Tivoli cheio, 20 minutos de actuação perdida (mea culpa... ou então, I blame Coco) e um som por vezes distorcido (ou por estar no mais alto balcão, ou uma vez mais pela acústica do Tivoli) Janelle Monáe e a sua Entourage foram tudo aquilo que se podia pedir de um espectáculo, e muito mais. Se era fã só de ver o videoclip para a Tightrope, agora converto-me ao Monáeismo. Uma verdadeira artista a encher a vista, o ouvido e o espírito.

Marina Gasolina - Num Maxime também sobrelotado, Marina entra em palco confessando que bebeu dois shots de Tequilla. Marina prova então que do Brasil não vem só samba, bossa-nova e farofa. Rock é pouco para descrever o estilo de Marina; ia jurar que é filha de Dave Grohl e Kurt Cobain. O seu metro e meio engana quem for surdo porque a sua alcunha foi certamente escolhida a dedo para desenganar os mais incautos. Lisboa adorou Marina e Marina adorou Lisboa.

DJ Dr Ramos - Uma boa jogada da organização para não deixar o pessoal de mãos a abanar após o infortuno cancelamento de Fujiya Miyagi. Mas se ser DJ é colocar uma playlist de músicas sucessivas e completamente dessincronizadas podia ter levado o meu iPod.

Fica para a próxima: The Shoes, Zola Jesus, Batida, Arthouse Big Band, Nuno Prata e I Blame Coco (como deve ser).

SBES: Admiravelmente bem organizado e um conceito original para quem é apaixonado por Lisboa.

Beijinho,
André
André Martins a 5 de Dezembro de 2010 às 21:38

André,
Obrigada pelo relato dos concertos que eu não vi, com muita pena minha :( É incrível como a apreciação que é feita difere do que já li on-line sobre alguns dos concertos. Por ex., em relação a Marina Gasolina, a crítica foi má; também em relação a Junip, não foi a melhor.
Estamos em sintonia sobre os Waves, Janelle Monáe (também eu adepta do Monáeismo!) e em relação à organização do festival. Esperemos que assim continue...
Ms. Brown a 6 de Dezembro de 2010 às 10:47