O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

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Out 09

É certo que o país acabou de passar por um período político intenso. Três eleições de seguida, duas delas separadas por 15 dias, muita contestação por tudo e por nada, uns a puxarem para um lado, outros a puxarem para o outro.

Mas no meio disto tudo, já se viram coisas que não se percebem.

Primeiro foi a Fenprof que resolveu exigir a um governo que ainda não existia que resolvesse a questão da avaliação dos professores. O primeiro-ministro é o mesmo, tudo bem, mas como se pode exigir algo a uma entidade que não existe?

Depois foi a líder do PSD a dizer que iria chumbar o Orçamento de Estado para o próximo ano. Voltamos ao pormenor de que.... também não existe. Não existia governo (até há umas horas atrás), mas a senhora Ferreira Leite já dizia que era contra. Acabou por tentar corrigir o tiro e dizer que não podia votar contra antes do Orçamento existir, o que era óbvio para toda a gente. e e manifestar-se apenas contra os princípios do programa do governo eleito. Mais uma vez caímos no óbvio, porque se fosse a favor, não se tinha candidatado como adversária e com um programa diferente....

Hoje temos o PCP a querer confrontar o novo ministro da Economia, que deverá ser Vieira da Silva, sobre os despedimentos na Delphi. Mas lá esta. Querem falar de uma coisa que acontece antes do senhor ter alguma coisa a haver com aquilo. Era só esperar mais uns dias e dizer que queriam saber o que ele ia fazer sobre o caso.

Se é só para manter o clima de contestação, há que saber fazê-lo.

Depois do caso das escutas, do caso Freeport e destas pseudo-preocupações todas, não há por aí alguém que tenha um manual de política para distribuir pela zona de Belém e pela rua de S. Bento? Anyone?....

Mr. Heinz às 17:44

comentário:
A Quimonda e a Delphi, tal como outras Empresas que já abandonaram Portugal e outras que o irão fazer mais cedo do que muitos esperam, são, infelizmente, o resultado da "Globalização Selvagem" em que políticos corruptos ocidentais nos meteram por interesse das grandes companhias multinacionais.
No nosso país, PS e PSD são os leais seguidores das idéias de globalização sem regras da economia mundial e o resultando está à vista: a transferência para oriente das unidades de produção (e do resto). Com efeito PS e PSD não podem assim enjeitar responsabilidade pela situação actual. Aconselho a uma leitura a um dos meus comentários sobre a "Globalização Selvagem", como por exemplo, aquele que coloquei em:
http://denvolvimentoregionalelocal.blogs.sapo.pt/9307.html
ZÉ DA BURRA O ALENTEJANO a 23 de Outubro de 2009 às 12:08

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