O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

16
Set 11

Chegou hoje aos meios de comunicação social que o Governo Regional da Madeira ocultou uma dívida de mais de 1 bilião de Euros e que por isso as contas do déficit terão de ser revistas pelas implicações que tal dívida tem nas contas públicas!Como se não bastasse, o lunático, ditador que se encontra à frente da política governativa daquela Região Autónoma, o senhor Jardim, diz que não vai parar as obras nem vai demitir ninguém!

Há 30 anos que aturamos este senhor! Há 30 que ouvimos as suas investidas contra o governo do "contenente" e contra os comunistas que governam o país! Há 30 anos que ouvimos as suas baboseiras, loucuras desvairadas e nada fazemos. O senhor Jardim mantém-se agarrado ao poder como uma lapa! Mudou-se a lei dos cargos políticos e senhor continua lá. E todos os anos este senhor fala em como a Madeira seria melhor se se governasse sozinha. E todos os anos continuamos a aturar os disparates deste senhor, e a subsidiá-lo através dos nossos impostos. A Madeira tinha tudo para ser um Região exemplar - uma Zona Franca, com IVA abaixo das taxas normais, com subsídios substanciais do governo central, com um tempo espectacular e condições turísticas excelentes, com poder para atrair investimento. Mas, a Madeira optou por ao longo destes 30 anos ter um maluco a governá-la. Uma pessoa que estoirou o dinheiro do erário público em obras megalómanas e desnecessárias que ao invés de ajudarem ao desenvolvimento tiveram uma influência bastante desvastadora no temporal que assolou aquela ilha em Fevereiro de 2010!

A este senhor Jardim tudo lhe foi permitido: os destemperos, as bebedeiras, os carnavais, o Chão da Lagoa, o chamar nomes a todos os governantes do País, as ofensas ao Presidente da República, as exigências de dinheiros, ... TUDO!

Agora e mais uma vez temos, literalmente, de sustentar a Madeira e o seu buraco orçamental! Como se não bastasse toda a crise que existe, temos de pagar ainda o "pato madeirense". Porque não deram a independência à Madeira como este senhor Jardim tantas vezes pediu? Que vivesse das bananas e do turismo, sem os subsídios do Estado Português, para ver o que era "bom para as tosses"!

Note-se, todavia, que, felizmente, a Madeira não é o senhor Jardim nem a corja de pessoas mal intencionadas que o rodeiam. Felizmente, Ms. Brown sabe que a Madeira é muito mais do que isso e também está solidária com o povo madeirense que está a sofrer as consequências desta política palhaça do senhor Jardim.

Este Jardim não é do Éden de certeza, é dos "quintos do Inferno". Por quanto mais tempo vamos ter de aturá-lo é que Ms. Brown não sabe. Espera-se que em breve... a ver!

Ms. Brown só sabe que neste Jardim só nasce erva daninha...

Ms. Brown às 18:25

06
Set 11

Hoje em dia falar de mercados já não traz à memória nenhuma boa recordação. Agora só se sabe falar de mercados financeiros e de como os mercados influenciam a economia e de como tudo isso acarreta uma desgraçada crise de que todo o mundo fala e que ninguém sabe como resolver.

Antigamente, quando Ms. Brown ouvia falar de mercados era dos tradicionais, daqueles das D. Rosas (há sempre uma D. Rosa) ou das D. Lucindas, ou D. Marias, enfim, das floristas, das peixeiras, das que vendem produtos hortícolas (lá está, a D. Rosa das couves). Esses mercados, pelo menos só traziam boas influências. Se mexiam com o consumo e a economia nacional? Sim, à sua escala, mexiam e ninguém se queixava. O mercado de Ms. Brown sempre foi o de Arroios, ali perto da Praça do Chile, se bem que, de vez em quando, em grande traição de lesa-pátria, também fosse ao Mercado 31 de Janeiro (o antigo e depois o mais recente), ao de Alvalade, tendo também dado um pulo ao de Benfica. Todos eles grandes mercados e nenhum era causador de crise nenhuma, antes era de grande alegria! Não admira que não haja político que se preze que não vá dar uma volta ao mercado em tempo de campanha eleitoral. Há lá melhor coisa do que ouvir o pregão de uma peixeira, daquelas mesmo castiça?!

Agora, com os mercados financeiros, perdeu-se a graça toda. Não há D. Rosas a pregar a boa chaputa ou um pregado fresquinho. É tudo muito sério, lavadinho demais, com nomes complicados e com linguagem imperceptível. "Quem quer comprar eurobonds?" podia até ser um bom pregão, mas quem é que realmente sabe o que são eurobonds? E como se cozinham? São fresquinhos? São melhores no forno, fritos ou cozidos? Acompanham batatas a murro e uns brócoluzinhos? Não, pois não?! E quem quer saber da dívida soberana - não parece que seja fruta exótica daquela que vem dos "brasis oh freguesa!".

Irra para os mercados financeiros, para as eurobonds, para a dívida soberana, para as taxas de juro, para os defaults, para as euribores e afins, para o Trichet, para o Barroso, para a Merkel e o diabo a sete!

Ms. Brown lança desde já aqui um repto: que sempre que se falarem de mercados que se falem dos tradicionais, dos bons velhos mercados portugueses (até do mercado do Bolhão quiseram dar cabo!). Esses sim grandes mercados incrementadores da economia nacional. Venha de lá a "laranja docinha oh freguesa!", "a dourada do mar, fresquiiinhhhaaaa", a "couve-flôr sem aditivos", a "batata que ainda cheira a terra oh menina e que é tão boa para fazer sopa"... E aí sim, quando as notícias só falarem desses mercados, a economia cresce e o povo agradece!

Abaixo os mercados financeiros, viva os mercados de flores, de peixes, agrícolas!

Ms. Brown às 17:49

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