O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

30
Out 09

Não é original, já foi feito para um anúncio mas é muito, muito, muito bom...

 

Mr. White às 12:35

29
Out 09

O VM deve confessar que só conhecia o trabalho de Paulo Furtado de nome e de reputação. Chamou-lhe a atenção o facto do single de lançamento de Femina ser um dueto com a actriz Asia Argento, uma daquelas que tomamos como inacessíveis para um músico cá do burgo. Mais surpreendente ainda foi a descoberta da composição do álbum: 15 duetos com... mulheres. Femina é uma agradável surpresa, apresenta-se como um todo coerente e maduro embrulhado numa imagem gráfica forte onde Paulo Furtado fornece um palco que faz brilhar cada uma das suas estrelas. Com um início desconcertante -  três músicas poderosíssimas de rajada -  a viagem faz-se de um só folego.

Asia Argento e Maria de Medeiros representam a sétima arte (grande cover de "These Boots are made for walkin" da atriz portuguesa com contornos Tarantinescos), Peaches dá um toque de electrorock numa das melhores faixas do álbum e os Blues marcam presença nas intervenções de cantoras portuguesas, como Rita Redshoes e Mafalda Nascimento, e nas restantes participações. De surpresa em surpresa, Femina fica no ouvido e deixa certeza de ser um dos melhores trabalhos do ano produzidos por um português. E quanto à nota final...

 

 

"The desire of the man is for the woman, but the desire of the woman is for the desire of the man."

 

Madame de Stael

Mr. White às 22:16

Ao abrir hoje o Google o VM deu de caras com esta pérola. Bateu de imediato a saudade pelas aventuras da dupla de gauleses e pelo mundo imaginário de Astérix. O livro dos 50 anos não é épico (os mais recentes não são a mesma coisa), mas permite comemorar com pompa e circunstância o percurso destes marcos da BD, sejam eles os personagens ou os próprios autores. Mais sobre Astérix e o evento do 50º aniversário aqui.

E porque cá no burgo BD confunde-se com Amadora, é obrigatório passar no Festival Internacional de Banda Desenhada, ou Amadora BD, que celebra uns respeitosos 20 anos. A recriação da ceia final na aldeia gaulesa e dos primeiros desenhos da Mónica e do Cebolinha são alguns dos musts.

Livros preferido do VM da série Astérix: "Astérix, Gladiador", "Astérix e Cleopatra" e "Astérix o Legionário" (porque é impossível escolher apenas um...)

Mr. White às 14:34

27
Out 09

É do domínio público que Portugal caiu de 16º para o 30º na listagem dos países mais respeitadores da Liberdade de Imprensa (notícia aqui). Os Gato Fedorento fizeram (e bem) questão de destacar que cá o burgo partilha agora a posição no ranking com o Mali e a Costa Rica, esses bastiões da liberdade. Marcelo Rebelo de Sousa, o entrevistado desse dia aproveitou a oportunidade para criticar a administração da RTP por sistematicamente, e sem qualquer tipo de aviso, encurtar o programa e alterar a posição da grelha. Ficou-se então a saber (se é que ainda haviam dúvidas) que, com este executivo, os comentadores do PSD são bem-vindos... mas apenas em pequenas doses e de preferência sem audiências.

E se por um lado são graves as constantes confirmações de que o executivo, seja ele qual for, tem influência directa no universo RTP (RTP´s,RDP´s, Antena 1,2 e 3...), o VM não pode deixar de se questionar acerca das influências e interesses dos restantes players presentes no Universo da Comunicação Social. A relatividade da "verdade jornalística" é moldada em confirmidade com os interesses de grupos como a Controlinveste (Sportv, O Jogo, DN,JN,...), Sonae (Público), Impresa (SIC, Expresso, Visão...), Media Capital (TVI, RCP, M80, Rádio Comercial...) e a Ongoing. Todos os grandes têm procurado a fórmula mágica "Impresa+Rádio+TV" de forma a aumentar a sua esfera de influência e o equilíbrio tem sido cada vez mais ténue. De onde vem o dinheiro para estas operações? Especula-se muito mas... sabe-se pouco. No imediato e muito devido às pressões do governo e dos privados presentes no mercado, a liberdade ressente-se. No meio da luta, os jornalistas sobrevivem em condições laborais precárias e procuram interpretar o fogo cruzado que assistem diariamente. Nos entretantos vão sendo conquistados espaços, vão aparecendo programas que permitem medir a liberdade de expressão (por norma de humor) como os do Gato Fedorento (grande luta a do Herman José no seu tempo de RTP), os Contemporâneos e o suspeito "Vai Tudo Abaixo" do Jel.

Alguém explica ao VM a relação entre a informação e o humor? É que enquanto a primeira está cada vez mais asfixiada (não confundir com a outra, a democrática), a segunda vive de boa saúde...

Enfim, nem tudo está perdido quando é possível brincar com a política e com os seus interlocutores. O pior é quando a brincadeira passa dos limites. Que o diga o Jel e o Falâncio que ontem foram detidos por terem aparecido na cerimónia da tomada de posse dos ministros sem terem sido convidados (notícia aqui). Porque, por muito que a malta do burgo goste de rir, não existem milagres... mas existem limites.

 

Mr. White às 14:14

26
Out 09

Às nove e meia da manhã, algures no meio do trânsito da A5, o VM encontrou um amigo na fila do lado. Aproveitando o passo de caracol habitual na auto-estrada de Cascais, o VM abriu o vidro e começou a meter a conversa em dia. Sem nunca pararem os carros mas mantendo-se lado a lado, o VM e o amigo são surpreendidos quando um carro, atrás da viatura do amigo, começa a buzinar insistentemente. Ao que parece, o condutor estava a ficar irritado com os cinco ou seis metros que estavam a ficar à frente dos carros. Ou isso ou apercebeu-se ali, no meio do trânsito da A5, que não tem amigos. Assim como assim, as buzinadelas passaram a troca de piropos e aos usuais impropérios. Do nada, salta um "és mas é maluco, passa por cima ó meu granda.....". E pronto, estala o verniz e dispara a testosterona. Em resumo, podia-se ter assistido a um daqueles momentos (felizmente raros) em que os condutores abandonam as suas redomas protectoras e dizem o que têm para dizer desprovidos dos falsos escudos que são os automóveis. Para não variar, o buzinador meteu a buzina no saco e, depois de perceber através de alguma persuasão verbal, que era um otário de ....., que mais valia era ir trabalhar de uma forma pacata e ordeira.Enfim, o que dizer.... o trânsito dá cabo de nós.

Mr. White às 13:12

22
Out 09

A comemorar os seus 20 anos de emissão, a matriarca da família Simpson deixou todos de boca aberta ao aceitar posar para a playboy. E eis que, do nada, Marge Simpson tem.... curvas. E não estamos a falar de donuts...

 

Nas palavras de Jonhy Bravo: "Hey pretty, sexy, mamma!"

Mr. White às 23:48

É certo que o país acabou de passar por um período político intenso. Três eleições de seguida, duas delas separadas por 15 dias, muita contestação por tudo e por nada, uns a puxarem para um lado, outros a puxarem para o outro.

Mas no meio disto tudo, já se viram coisas que não se percebem.

Primeiro foi a Fenprof que resolveu exigir a um governo que ainda não existia que resolvesse a questão da avaliação dos professores. O primeiro-ministro é o mesmo, tudo bem, mas como se pode exigir algo a uma entidade que não existe?

Depois foi a líder do PSD a dizer que iria chumbar o Orçamento de Estado para o próximo ano. Voltamos ao pormenor de que.... também não existe. Não existia governo (até há umas horas atrás), mas a senhora Ferreira Leite já dizia que era contra. Acabou por tentar corrigir o tiro e dizer que não podia votar contra antes do Orçamento existir, o que era óbvio para toda a gente. e e manifestar-se apenas contra os princípios do programa do governo eleito. Mais uma vez caímos no óbvio, porque se fosse a favor, não se tinha candidatado como adversária e com um programa diferente....

Hoje temos o PCP a querer confrontar o novo ministro da Economia, que deverá ser Vieira da Silva, sobre os despedimentos na Delphi. Mas lá esta. Querem falar de uma coisa que acontece antes do senhor ter alguma coisa a haver com aquilo. Era só esperar mais uns dias e dizer que queriam saber o que ele ia fazer sobre o caso.

Se é só para manter o clima de contestação, há que saber fazê-lo.

Depois do caso das escutas, do caso Freeport e destas pseudo-preocupações todas, não há por aí alguém que tenha um manual de política para distribuir pela zona de Belém e pela rua de S. Bento? Anyone?....

Mr. Heinz às 17:44

21
Out 09

No tempo em que andar de parra era cool, Caim foi o primogénito do casal que desceu do Éden ao trincar a maçã. Lavrador de profissão, ganhou a companhia de Abel, o irmão pastor que desde cedo foi o preferido de Deus. Num ápice, estava criada a primeira família disfuncional e o fundamento para a mais recente polémica nacional. É natural que, numa altura cinzenta em que ninguém nos governa e pouco há a dizer em termos de futebol,  a coisa descambe para a religião. Com "Caim", o novo livro de Saramago, que o VM admite (ao contrário da maioria dos críticos) ainda não ter começado a ler, relança-se a questão: onde é que acaba a liberdade de expressão de um e onde é que começa a de outro?". Não querendo ultrapassar nenhuma fronteira, estamos a falar de um livro. Quem quer compra, quem não quer.... ignora-o. E bem-dita sejais vós, ó liberdade de escolha!

 Uma coisa é certa, o Nobel da literatura não tem a mínima necessidade de aproveitar a discussão para publicitar o seu livro. Qualquer obra de Saramago é um best seller, particularmente fora de Portugal, um mercado que, pela sua dimensão, mais se assemelha a um nicho. Ridícula é a posição da Igreja que, ao assumir-se como parte ofendida, gera inevitavelmente uma comunicação positiva acerca do último trabalho do escritor português. E sim, este senhor ainda é português. Lamentáveis as declarações do eurodeputado do PSD, Mário David, que defendeu abertamente a renuncia de Saramago à nacionalidade portuguesa. Com opiniões destas  o VM não confiava neste senhor nem para pedir umas mules numa tasca de Bruxelas.

 For the record, e regressando à história da família disfuncional, Caim matou efectivamente o seu irmão o que não abona nada a favor do próprio. Questões por resolver dão sempre em asneira, particularmente quando a figura modelo que queremos impressionar (neste caso Deus), só fica agradado com sacrifícios de sangue...

Mr. White às 23:54

20
Out 09

Movimento musical que dominou os anos 90, o Grunge (derivação de grunjy - sujo) marcou a geração do VM com o seu pacifismo, introspecção e... depressão. Com origem nas garage bands de Seatlle, ficaram para a história as bandas que fizeram, sem intenção mas com grande sucesso, a transição do punk para o pop rock, deixando pelo caminho muitos cabelos compridos à surfista, camisas aos quadrados e long sleeves pretas. Mas voltemos ao início. Em 1990 o surfista de San Diego Eddie Veder ingressa na recém-formada banda Pearl Jam. O colectivo é uma adaptação dos Mother Love Bone, um projecto que morreu juntamente com o seu vocalista, Andrew Wood. Em 91 é escrita uma das páginas mais importantes da recente história da música quando o álbum "Ten" sai para o mercado. "Alive", "Even Flow" e "Jeremy" são imediatamente assumidos como hinos de uma nova corrente e o Grunge entra no Mainstream. Na corrente vão também os Nirvana com o álbum "Nevermind", os Alice in Chains e os Soundgarden, provavelmente as bandas mais emblemáticas do movimento. Quase 20 depois, algumas das formações ainda existem mas... o som já não é o mesmo. Evolução, perda de identidade, nenhuma das duas?

Are you talking to me?

 

Em "Backspacer", o novo trabalho dos Pearl Jam, o grupo é o mesmo, o talento está lá mas... o resultado já não tem o poder dos anos 90. A banda volta a apresentar um bom projecto com faixas de topo como "Got Some", "The Fixer" e "Just Breathe", mas não chega à sonoridade dos seus primeiros tempos. Apesar de ser um excelente trabalho, os Pearl Jam confirmam, sem ponta de nostalgia e totalmente virados para o futuro, que o Grunge acabou. May it rest in Peace.

E para os viajantes que continuam indecisos acerca do melhor álbum grunge de todos os tempos, o Blitz está este mês a fazer uma votação para decidir esta matéria de uma vez por todas. Resultados aqui.

Mr. White às 23:56

19
Out 09

O apelo parte de uma marca de carros. A Volkswagen pede para que cada um se divirta com o seu quotidiano, com algumas das pequenas tarefas do dia-a-dia. Não, não envolve guiar carros nem nada do mundo das quatro rodas.

Envolve apenas um pouco de imaginação, alguma tecnologia e boa vontade. A Volkswagen lançou a The Fun Theory que quer comprovar que as pessoas podem alterar os seus comportamentos diários, para melhor, claro, se passar por eles for um pouco mais divertido do que uma rotina.

Para isso deixou três exemplos (que o Viajar mostra em baixo), um apelo (divirta-se) e um desafio: participe! E como? entrando num concurso...

Até 15 de Novembro qualquer pessoa é convidada a enviar a sua proposta de situação quotidiana, mas divertida. As candidaturas podem ser enviadas ao Carro do Povo em The Fun Theory. Para os vencedores, há prémios, claro.

 

Entre no espírito e... Divirta-se!

Mr. Heinz às 22:49

14
Out 09

Ora adivinhem lá onde é que esta senhora nunca mais vai arranjar trabalho...

Mr. White às 13:31

13
Out 09

Acabou agora o debate da RTP sobre o caso das escutas com três directores de jornais e o director de uma rádio. Paulo Baldaia, da TSF, não esteve envolvido no caso das escutas, todos os outros estiveram.

O caso foi lançado com uma manchete do Público e uma outra manchete do Diário de Notícias deu-lhe seguimento. O Expresso podia ter-se metido pelo meio, mas optou por não o fazer.

No meio deste caso todo, o sillygate, como lhe chama o Expresso, a discussão tem baralhado tudo e mais alguma coisa. Mas há aqui duas partes distintas. a política e a jornalística.

Começando pela política, é preciso esclarecer uma coisa muito simples. Houve escutas ou não houve escutas? Este é o ponto de partida de tudo. Se houve escutas, o caso é grave, porque um governo tentou escutar o presidente da república. Se não houve escutas, o caso é grave, porque se tentaram lançar suspeitas graves sobre o governo. Estas são as duas únicas hipóteses.

Pela primeira vez neste debate da RTP houve pessoas a sublinhar um pormenor que faz toda a diferença: Henrique Monteiro, do Expresso, diz que não acredita que o presidente Cavaco Silva não soubesse que Fernando Lima não tivesse falado com um jornalista sobre escutas ou espionagem na Presidência. Mas se o presidente sabia do caso e sabe que o caso é falso, isto confirma uma situação muito grave: que se tentou lançar suspeitas sobre o governo e que Cavaco não tentou travar a situação. Assim, a gravidade é tal que só restaria uma saída ao presidente, que até agora só foi defendida por Garcia Pereira: a demissão.

Se houve escutas, não se percebe como o presidente demitiu o seu assessor de imprensa, não fez uma queixa ao Procurador-Geral da República e deixou o caso andar. Nem como poderia indigitar José Sócrates como primeiro-ministro. O que é certo é que o fez. Na sua declaração, das poucas coisas que se percebeu é que Cavaco disse que em nenhum momento falou em suspeitas de escutas. Estaria a desmentir o caso? Não se percebeu. O que é certo é que tentou mascarar a coisa falando dos e-mails. Quando qualquer estudante do primeiro ciclo sabe que os e-mails são vulneráveis. Talvez os do Pentágono não o sejam. E mesmo esses....

No lado jornalístico da coisa, há que analisar a notícia do Público: baseada em supostas suspeitas de fontes anónimas. Podem ser fontes oficiais da presidência, mas o que é certo é não deram a cara. Neste debate da RTP houve consenso. a notícia estava mal baseada e faltava-lhe sustentabilidade. O único que não concordou foi José Manuel Fernandes. O Público fez um follow up da sua manchete no dia seguinte que referia um suposto assessor do primeiro-ministro que, numa viagem presidencial, se sentou na mesa errada. Paulo Baldaia, da TSF, foi simples neste caso: isso quanto muito é má educação, não é espionagem.

Resta saber como o mail do Público chegou às redacções dos outros jornais. José Manuel Fernandes está a gostar muito de bater neste ponto, mas com isto foge apenas do essencial: se as escutas existiram ou não. O mail diz que foi um assessor do presidente que deu o primeiro passo, mesmo que há 18 meses, para que a notícia fosse publicada, o que aponta para a invenção das escutas. E a demissão do assessor, mesmo que justificada com um "por mim falo eu", parece mais confirmar a versão de que não houve escutas do que outra coisa.

Os e-mails em Portugal são regulados pela lei da correspondência. Ou seja, mesmo que seja correspondência de trabalho, são apenas para os seus destinatários.

O DN e o Expresso tiveram acesso a este e-mail que acaba por mostrar a falta de sustentabilidade da notícia do Público. Havia duas opções. Confirmar que era verdadeiro e dar a notícia de que houve uma tentativa de lançar suspeitas sobre o governo ou optar pelo silêncio. O DN, segundo João Marcelino, conseguiu confirmar que o mail era verdadeiro. E se o é, há interesse público em revelá-lo, porque mostra que houve uma tentativa de lançar suspeitas infundadas. Este foi o argumento do DN. O do Público foi de que tinha a confirmação de que havia suspeitas de escutas. Mas estas suspeitas era mal fundamentadas, o que inquina o caso deste início. 

Para agravar a teoria da conspiração pode-se acrescentar o facto de José Manuel Fernandes ter aparecido em acções de campanha do PSD, de Cavaco Silva ter sido líder do PSD e de não poder ver José Sócrates à frente nem pintado. São teorias da conspiração, apenas, mas são dados que parecem encaixar bem demais. Resta aos protagonistas desmentirem os alegados interesses. Coisa que ainda não o fizeram até agora. Estamos num ponto em que ninguém acredita em escutas ou espionagem em Belém. Sabe-se que foram feitas limpezas electrónicas em Belém e que se descobriu... zero. Falta confirmar oficialmente: Cavaco sabia ou não do caso? Se sabia, porque não o travou? Se não sabia, porque não o desmentiu assim que o Público falou nisso? O caso estava a ficar esquecido, o debate pode tê-lo trazido novamente à tona...

Afinal parece que se confirma. Houve escutas em Belém....

Mr. Heinz às 01:29

12
Out 09

Uma vez mais vieram todos cantar vitória. O VM tem saudades do tempo em que haviam os derrotados e sugere que a JSD funde um claque de futebol e que capitalize o seu entusiasmo nos estádios deste burgo.

Pergunta pós-vitória: e se o Isaltino for preso? Como é que se deixa que chegue a isto é coisa que o VM pura e simplesmente não compreende. No meio disto tudo vivam os Gato Fedorento que permitiram um espaço de campanha simpática e de certa forma informativa. Estão cada vez mais acutilantes e consequentes. Ainda bem.

Mr. White às 20:49

11
Out 09

Andam espalhados por toda a cidade e sentimos que os conhecemos de algum lado. As feições são familiares mas não temos bem a certeza acerca da identidade daqueles indivíduos. A TMN resolveu homenagear os seus sete milhões de clientes com a simbiose de malta conhecida. O resultado destes originais TMN é uma de duas coisas: uma mutação genética que pode resultar em processos judiciais e em episódios esquizofrénicos ou simplesmente em alguém que... não existe. E é o facto desta campanha assentar numa falsidade que gera inevitavelmente desagrado no público. Agora digam-me os viajantes, uma campanha de publicidade que (não sendo anti-tabágica ou algo do género) causa desconforto no target não pode ser uma boa campanha, pois não?

Mr. White às 14:15

09
Out 09

 Atenção às regras do facebook! Aqui designado como Electric Friendship Generator....

Mr. Heinz às 11:27

08
Out 09

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) lançou recentemente a aplicação Na Minha Rua, um site que tem como objectivo ajudar a gerir, de um forma mais local e interactiva, a cidade de Lisboa. O site tem um mapa onde os cidadãos podem assinalar os locais que requeiram a intervenção da câmara e estará acessível a partir da homepage do próprio site da Câmara.

De acordo com a CML, «As ocorrências serão automaticamente encaminhadas para os serviços municipais competentes», no sentido de proceder à sua análise e resolução. Quanto à iniciativa, esta insere-se no conjunto de medidas do Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa (SimpLis), alargado às autarquias locais.

 A ideia parece boa mas, simultaneamente... hummm... a modos que, ai, como é que se diz... UTÓPICA!

Para além de ser previsível a identificação de milhares de buracos nas estradas da capital a que os serviços municipalizados não vão conseguir dar resposta, as principais necessidades de intervenção estão mais do que identificadas. O VM gosta de ideias e da teoria, mas assim como assim prefere a prática.

Mr. White às 17:09

06
Out 09

Começa amanhã no São Jorge e é um must. Programa aqui.

Mr. White às 19:10

Quando um filme de extraterrestres entra directamente para a 73ª posição do top 250 do IMDB, o VM pára, escuta e olha. Com Peter Jackson como produtor (sim, o do Senhor dos Anéis), "District 9" é um filme de extraterrestres que pouco tem a ver com o género. Filmado ao jeito de documentário, apresenta um bairro da lata em Joanesburgo carregado com mais de dois milhões de ET´s, 20 anos após a sua inesperada chegada. Sem líder e sem capacidade de regressar a casa, o crescimento da população obriga a uma migração para um novo acampamento. E é nesse momento que começam os problemas...

 O VM assistiu à película no formato digital, aquele em que se conseguem ver os pelos encravados na pele dos soldados, os riscos nas armas e.... ficou incomodado com o conteúdo. Para um filme de ET´s, District 9 apresenta-se inicialmente como uma metáfora que aborda as minorias, os bairros da lata e a intolerância racial, pelo meio transforma-se num filme de acção e de cooperação inter espécies e acaba, perto do final por resvalar simplesmente para... um filme de ET´s. No processo, quebra os cânones e redefine o género. Percebe-se a nota dada pelo tomatinho podre. O VM concorda e dá boa nota.

PS: Quem não gosta de filmes de ET´s vai continuar a não gostar de filmes de ET´s, afinal os protagonistas não deixam de ser gafanhotos gigantes...

  

 

Mr. White às 18:36

05
Out 09

É sempre pertinente e refrescante a abordagem que os mais novos fazem da história do burgo. A versão escrita para a pequenada do nosso tão querido 5 de Outubro, retirada do Júnior:

"Portugal foi, desde a sua fundação, governado por reis. A essa forma de governo chama-se monarquia. No entanto, nos finais do século XIX, havia muitas pessoas que achavam que a monarquia não era a melhor forma de governar um país: o rei reinava a vida toda. Quando morria era o filho mais velho, o príncipe, que tomava o seu lugar. Os problemas que as pessoas viam na monarquia eram devidos a coisas muito simples:

E se o rei governasse mal?
E se fosse cruel para com os súbditos (o povo)?
E se ficasse doente ou louco?
E se tivesse ideias extravagantes que prejudicassem as pessoas?
E se decidisse mal coisas importantes para o país?
E se se deixasse influenciar demais por pessoas com más intenções?

 Claro que estes problemas podem acontecer com qualquer governante, fosse ele um rei ou outro... No entanto, as vantagens de uma forma de governar diferente eram vistas como boas. Seria um sistema diferente: uma república. As repúblicas têm dirigentes eleitos por períodos de tempo mais curtos, e o controlo do poder parecia mais eficaz. Por tudo isto, grupos de cidadãos portugueses, partidários de um sistema de governo republicano, foram-se revoltando e acabaram por conseguir terminar com a monarquia e implantar a República, como vinha acontecendo noutros países da Europa.

 Isto aconteceu a 5 de Outubro de 1910.

 A República foi proclamada dos Paços do Concelho (a Câmara Municipal) em Lisboa. A importância deste facto foi tal que se decidiu que essa data fosse um dia feriado. O último rei foi D. Manuel II que partiu para Inglaterra com a restante família real, ficando aí a viver no exílio. O primeiro presidente foi Teófilo Braga, mas foi apenas presidente do Governo Provisório até às eleições, onde foi eleito como primeiro Presidente de Portugal Manuel de Arriaga.

 Clica aqui para saberes quem foram os Presidentes portugueses.
A implantação da República fez com que Portugal mudasse a sua bandeira e o seu hino para aqueles que temos actualmente e o nome da sua moeda para o escudo.

 E pronto, quem sabia saltou fora logo no início do post, quem não sabia contou com o VM para mais uma iniciativa de serviço público. Bom feriado!

Mr. White às 18:39

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