O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

30
Set 09

E finalmente, quase duas semanas depois, o Presidente da República dirigiu-se ao burgo. Foi confuso, controverso e contraditório. Assumiu um registo que não é de todo presidencial, lançou a confusão e fomentou a instabilidade. Em resumo, personificou a antítese de... um Presidente da República.

Quanto aos conteúdos, o que dizer? Desconcertante e demagógico, no mínimo. O momento alto: assumir algo que qualquer estudante de informática tem como facto adquirido, que qualquer computador é vulnerável a um ataque e que é possível espiar o e-mail alheio. Ridículo, no mínimo, que um PR gaste tempo de antena num desabafo que só o fragiliza. Em relação aos restantes 11 minutos da intervenção, Cavaco procurou afastar-se da questão das escutas e lançou novas achas para a fogueira, atacando abertamente o executivo de Sócrates. Quando se caminha para a indigitação do novo executivo, tal atitude é no mínimo suspeita e irresponsável.

E o que dizer quanto ao timming do comunicado? Com o fundamento de que não queria prejudicar as eleições, Cavaco Silva atrasou a reacção às notícias de escutas. Ao fazê-lo num momento em que as relações entre São Bento e Belém são tudo menos cordiais,  deixou claramente a suspeição no ar, o que acabou por ser um ataque passivo ao anterior executivo. Ao dirigir-se ao burgo durante a corrida às autárquicas, Cavaco Silva volta não só a atacar a equipa de Sócrates como procura, em simultâneo salvar a cara.

Na perspectiva do VM, que acha esta história toda muito mal contada, existem duas versões base possíveis:

 

1. O PR montou uma estratégia com o seu assessor de à 20 anos para atacar Sócrates. A estratégia explodiu-lhe na cara e, ao invés de auxiliar o PSD, ficou com um grave problema ao colo.

2. O PR efectivamente não teve conhecimento do caso "Escutas de Belém". Dada a relação com Fernando Lima, afasta-o apenas das funções de assessor e procura junto do staff da sua casa civil respostas para o surpreendente cenário.

 

Seja qual for o caso, o PR tinha necessariamente de ser objectivo nas suas declarações e não o foi. Quanto às suspeitas, estas deveriam ser imediatamente endereçadas à justiça. É estranho que toda esta narrativa não resulte numa investigação séria e não envolva uma entidade como a Procuradoria da República. O VM ficará atento aos novos desenvolvimentos e deixa no ar a seguinte dúvida: "Mas porque carga de água é que alguém iria colocar escutas em Belém??!!"

 

Nos entretantos, o VM encontrou, via Twitter, sete questões pertinentes colocadas pelo dirigente socialista Ascenso Simões, membro do anterior governo e do Secretariado Nacional do PS, ao próprio PR:

 

Pg. 1 - Alguém desconhece que a notícia de um jornal sobre a participação de assessores do PR foi colocada no site do PSD?

Pg. 2 - Que razão leva a que se diga "tem algum mal que assessores participem em actividades partidárias"? Tinham autorização!!!

Pg. 3 - Fala-se de acesso a mails da Presidência... alguém ouviu falar disso? Só tinha visto mails do Público!!!

Pg. 4 - O Sistema de Segurança da PR é ou não autónomo? Não há controlo e limitação de acesso??

Pg. 5 - É dito que fez arranjos na Casa Civil - Mas qual foi a razão? Foi além da chinela? e não foi demitido?

Pg. 6 - Será que se o caso fosse grave não deveria ter havido reunião do Conselho de Estado?

Pg. 7 - Não ouve hoje uma tentativa de justificar, por outrem, uma derrota eleitoral?

"Isto com o Magalhães não teria acontecido..."

Mr. White às 11:32

29
Set 09

Mr. White às 11:34

28
Set 09

Apesar de terem perdido a maioria absoluta e de terem ficado com menos 23 deputados na Assembleia da República, o PS assume o resultado de ontem como uma estrondosa vitória. Contra os ataques pessoais, as dificuldades do país, a conjuntura internacional, o cartão amarelo dado nas Europeias, a Esquerda moderada resiste. Mas ao resistir avança para um futuro mais difícil, um que obrigará a uma diplomacia apurada. Do outro lado da barricada (se é que isso ainda existe), o PSD ficou longe de ganhar, mas até teve um melhor resultado face às eleições anteriores. De derrota não se fala nem se quer ouvir falar, até porque dia 11 temos nova batalha... O CDS passa a terceira força política e senta pela primeira vez 21 deputados. Com ainda menos botões abotoados na camisa, advoga que cumpriu todos os seus objectivos e, carregadinhos de prepotência, procuram posicionar o partido como o grande responsável para o fim da maioria absoluta. O BE dobra o número de deputados e a CDU, apesar de passar a ser a quinta força política, também melhorou os seus resultados. Ninguém assumiu directamente a derrota, o que, vistas as coisas, faz todo o sentido. Afinal, os maiores derrotados somos... nós. Com um governo minoritário, Sócrates dificilmente avancará para uma coligação de esquerda (PS+BE seria a solução preferida dos hardliners rosas caso fosse o suficiente, logo teria de ser PS+BE+CDU), mas não pode ignorar a ameaça PSD+CDS, que juntos representam 99 cadeiras parlamentares. Assim, não será de estranhar que o reeleito chefe do executivo avance por uma via de acordos, de cedências, que provavelmente irão enfraquecer a sua própria governação. Na opinião do VM, a coisa resolve-se de uma forma directa: já que o Paulo Portas tanto criticou a pasta da Agricultura (e que tem efectivamente sido ignorada por cada Governo que passa), era entregar esse ministério ao PP e esperar por resultados.

Mr. White às 12:07

25
Set 09

As notícias sobre a apreensão de droga são frequentes. Uns gramas aqui e ali, uns quilos, por vezes algumas toneladas. Mas toda a gente se pergunta o que acontece realmente aos estupefacientes. São queimados, claro. mas mesmo esta queima levanta dúvidas e há quem deixe no ar a dúvida... será que queimam mesmo tudo?!

Queimam. Nesta quinta-feira, as nossas forças policiais juntaram as últimas apreensões e queimaram algumas toneladas de droga. A comunicação social esteve lá e assistiu à queima, mas cumprindo todas as regras de segurança.

E há regras de segurança nestas coisas? Há. para que não aconteça nada de parecido com o exemplo que o VM aqui destaca... 

Mr. Heinz às 00:38

24
Set 09

Apesar do encurtar das distâncias, das novas tecnologias, das redes sociais, do conceito de aldeia global e tudo e tudo e tudo, o que é certo é que, na generalidade, não conhecemos os nossos vizinhos. É certo que podem ser serial killers, tarados sexuais ou até mesmo políticos, mas o que é acontece, particularmente a quem vive, como é o caso do VM, numa elegante mas massificada zona de prédios, são muitas as caras conhecidas, são vários os "bom dia, como está?" mas são poucas as pessoas que se conhecem ou deixam conhecer. Não assistimos ao mito urbano do "ó vizinha 86-60-86, que adora fumar de tronco nú à janela, acabou-se-me o açúcar, faz o obséquio?", apenas temos as temíveis reuniões de condomínio, eventos que o VM, para bem da sua sanidade mental, procura evitar.

 Assim, quando o VM fica trancado dentro da sua própria casa (porque a porta está trancada e por mistério não abre por dentro), não existe a figura do vizinho amigo e prestável a quem se pode recorrer. E é no meio deste cenário, às 07:30 da manhã com uma reunião marcada para as 08:30 (com várias chamadas SOS realizadas e já à espera de uma amiga salvadora), que o VM vislumbra pela janela um vizinho anónimo (VA) a passear o cão.

A conversa efectua-se aos berros de um segundo andar, laços de confiança perfeitamente irracionais são criados em segundos, as chaves são atiradas e o VA, pronto para ajudar, avança para a entrada do prédio. Por um breve minuto, o VM fica refém de um desconhecido e do seu cão. Correu bem, chegou à porta ao mesmo tempo que a amiga salvadora e o VM chegou a tempo à reunião. Quanto ao VA, não chegou a haver um diálogo, nem tão pouco um agradecimento próprio. Por essa razão, e porque este muy digno estaminé é lido por milhões de seguidores (podendo o VA ser um deles), aquele abraço. Foi um gesto altruísta que salvou o dia do VM. Viva o vizinho anónimo (e em igual parte a amiga salvadora, a PNF - Pessoa Não Familiar - essencial à sobrevivência do VM)... e o seu fiel cão.

Mr. White às 15:20

21
Set 09

Em 1997, quando a Kapital ainda estava em alta, o VM rumou à histórica disco de Lisboa para uma noite de rambóia. No final da noite, um dos ilustres amigos do VM (eventualmente não tão ilustre assim quanto isso) encontrou um telemóvel xpto entalado num sofá. Em 97 era fácil encontrar um modelo supra sumo porque basicamente não haviam os chamados modelos médios. O equipamento ou era um chaço ou um topo de gama. Talvez pela idade dos elementos do grupo e pelo deslumbramento, o curso de acção foi obviamente o menos próprio e.... houve gamanço. Ao invés de se entregar o telemóvel aos seguranças, o dito amigo limitou-se a tirar o cartão e a meter o equipamento no bolso. Registou-se alguma argumentação, alguma berraria contra... mas o gamanço foi para a frente. Doze anos depois, o karma acertou no VM mesmo na testa. Durante uma noite de copos no Tamariz e sem perceber como, o VM ficou, neste sábado passado, sem um dos seus telemóveis.  De imediato telefonou-se para o número. Do outro lado da linha ouvia-se: "não se preocupe, acabei de o encontrar e vou deixá-lo no segurança". Até hoje. Karma is a bitch.... 

Mr. White às 19:16

16
Set 09

Com uma audiência de 1,3 milhões na segunda-feira e com uma audiência recorde de dois milhões ontem, os Gato Fedorento parecem mostrar ao burgo que o humor é compatível com a política. Não é nada de novo, mas é uma novidade em Portugal. Por trás deste sucesso avassalador fica o talento dos próprios humoristas e, mais importante, a expectativa de vermos os dirigentes partidários a estatelarem-se ao comprido nas perguntas de Ricardo Araújo Pereira. Em jeito de balanço, Sócrates esteve bem e Manuela Ferreira Leite, apesar das pausas, conseguiu estar ainda melhor (provavelmente por ter conseguido ir contra todas as expectativas). No processo, os Zés e as Marias cá do burgo dão tempo de antena à política e ficam mais perto dos candidatos (parabéns à SIC pelas reportagens informais, grande trabalho). Afinal, até os políticas são pessoas... 

Não há nada como esmiuçar um bocadinho na praia...

Mr. White às 19:19

Agora que a sexta série do House está aí a rebentar, o VM mostra a todos os seus viajantes a versão açoriana da série..... Enjoy!

 

 

Mr. Heinz às 12:58

15
Set 09

A final do US Open jogou-se ontem. Devido à diferença horária, a partida acabou já de madrugada em Portugal. Frente a frente estavam Roger Federer e o jovem argentino Del Potro. O Viajar confessa que apanhou o jogo a meio, mas não conseguiu largá-lo. Federer parecia etr a final controlada e do outro lado o puto de 20 anos parecia que estava a jogar só para se divertir. E efectivamente estava! O problema é que o seu divertimento passava por uma direita assassina, que deixou o suíço, por várias vezes, pregado ao chão. Nem se dava ao trabalho de tentar chegar as bolas e limitou-se a vê-las passar. Um dos serviços de Del Potro atingiu os 211 km/h, sem grandes dificuldades.

Federer enervou-se, desconcentrou-se e chegou a chatear-se com o árbitro. Del Potro aproveitou para jogar, divertir-se e... ganhar. No quinto set conseguiu mesmo um 6-2 frente ao número um mundial!

O Viajar aproveita para recordar um dos melhores momentos de Roger Federer, mas na meia final da prova, com aquele que é considerado, por muitos, um dos melhores pontos de sempre do mundo do ténis.

Mr. Heinz às 18:07

14
Set 09

 É meio maluco, viciado em comprimido e tem um sentido de humor estranho. O actor é britânico, a série é americana e estreia a sexta temporada já no dia 21 de Setembro nos Estados Unidos. Depois de se ter internado numa clínica de desintoxicação, Dr. House regressa e, para já, parece não ter aprendido grande coisa.... O Viajar levanta aqui um pouco do véu.....

Mr. Heinz às 10:29

10
Set 09

Estamos com duas eleições à porta. Nas legislativas, não há uma ponta de certeza sobre o resultado, mas PS e PSD estão na linha da frente e pode mesmo ser o resultado dos “pequenos” a decidir algo no futuro. Toda a conjuntura levou o governo a adiar ideias, propostas projectos até o país saber para que lado se vira.

 

As autárquicas 15 dias depois, repetem a situação a nível local. Há 309 câmaras em disputa, mas serão poucas aquelas em que há incertezas. Lisboa é uma delas, apesar de as sondagens apontarem para uma vantagem do socialista António Costa. O adversário é Santana Lopes, que quer voltar à câmara de onde saiu em 2004 e onde teve o Parque Mayer como um dos seus projectos. Ontem, António Costa conseguiu aprovar um projecto na câmara para o Parque Mayer onde não conta com qualquer vestígio do que Santana tinha pedido a Frank Gehry.


Santana não gostou e pediu que a câmara entrasse numa gestão corrente a partir de agora. Ou seja, que parasse. Porque vai haver eleições. Como se as decisões tomadas até lá não fossem legítimas. Em Portugal tem crescido este hábito do “vai haver eleições, agora não se decide nada”. Os mandatos políticos deixam de ser de quatro anos, para serem de três anos e mais uns meses para arrumar papéis. Como se num jogo de futebol, os últimos dez minutos fosse só para descomprimir e trocar umas bolas… O VM não defende que se faça como no caso Freeport, ou como aconteceu no governo de Santana, com decisões à última da hora, quando já se sabia que haveria uma troca na cor do governo.

Mas seria positivo que os políticos começassem a assumir efectivamente o tempo dos mandatos do primeiro ao último minuto e que assumissem que ali podem tomar decisões à vontade. É para isso que foram eleitos, é isso que se espera deles. Porque às vezes é melhor uma má decisão do que não tomar decisão nenhuma. Estamos fartos de passividade, mas depois surgem estes pedidos a pedir…. passividade. E se essa é apenas uma forma de chamar a atenção, pode não ser a melhor aposta....


Se a situação se repetir pelo país fora, teremos 309 câmaras e um governo em suspenso. A gestão corrente existe e está prevista para quando um governo se demite ou é demitido. Em nenhum destes casos isso aconteceu. É apenas o normal mandato, perto de novas decisões. A solução estará numa ideia já defendida por várias vezes cá pelo burgo: acelerar o processo de tomada de posse. Não faz sentido que depois de conhecidos os resultados se demore um mês para que os novos eleitos assumam os seus postos.

 

Foram eleitos, é para começarem a trabalhar e não para que se mentalizem primeiro de que vão ser ministros, vereadores ou presidentes de junta. E sem a desculpa de que é necessário passar a pasta e arrumar as gavetas. E no caso dos que são reeleitos, não se percebe de todo. É caso para dizer, acelera Portugal!

Mr. Heinz às 16:18

09
Set 09

Erro de timming dos espanhóis ou pressão do executivo tuga?

Na primeira hipótese (a mais provável), a PRISA demonstra a sensibilidade de uma colher de maionese azeda, assim daquelas que nos dá a volta ao estômago e que nos deixa com uma sensação de azia para o resto da semana. Não faz sentido, a poucas semanas das eleições, deixar no ar tantas interrogações. Não há dúvida de que o "jornalismo" praticado por Manuela Moura Guedes às sextas era no mínimo lamentável e muito afastado do conceito de informação onde se encaixam os restantes blocos noticiosos. No entanto, era um formato assumido pela TVI há bastante tempo e que tinha o seu tempo de antena, como tantos outros. Fosse aquilo um programa de entretenimento e a conversa seria outra.

Na segunda hipótese, e o VM quer acreditar que não é por aqui, não só pelo afastamento entre o PSOE e a PRISA como pela liberdade de imprensa conquistada em 74, o caso é extremamente grave. Sabemos que Manuela Moura Guedes (MMG) transformou o caso Freeport numa cruzada pessoal e no transtorno que se tornou para o Governo. O seu afastamento devido a eventuais pressões políticas obriga claramente a uma revisão das liberdades ganhas com o 25 de Abril. Mas a sério, não vamos por aqui.

Quanto ao fim do programa de circo conhecido como "Jornal de Sexta", o VM admite ter sentimentos contraditórios. Por um lado, ter a MMG fora do grande ecrã e incapaz de moldar a opinião dos Zés e Marias cá do burgo é uma enorme alegria, por outro, o VM deixa de ter uma boa dose de galhofa à sexta-feira. Enfim, não se pode ter tudo.

Quanto ao facto de ter sido a Patrícia Matos a apresentar o jornal que toda a gente (que é gente e que não é) viu, apenas uma pergunta: com mais de uma dezena de pivots entre TVI e TVI24, como é que o Conselho de Administração ou Executivo ou outro qualquer lá do estaminé não foi capaz de bater o pé e meter um sénior a aguentar o barco? Teve de ir uma jornalista que ainda há uns meses estava a recibos verdes, a ganhar pouco mais do que o salário mínimo? É assustador...

Mr. White às 18:16

... tem uma costela norueguesa e é casado com uma loira de dois metros. Esqueçam os filmes, a ficção está a um passo de se tornar realidade...

Mr. White às 18:09

08
Set 09

Just to relax....  O sushi está definitivamente na moda. Cada vez mais!

 

Com o devido agradecimento do VM ao Cão Azul.

Mr. Heinz às 15:36

03
Set 09

Sobre o debate José Sócrates vs Paulo Portas pouco há a dizer. Discutiram â vontade, atropelaram-se ao ponto de merecerem uma bela coima por condução perigosa e, acima de tudo, centraram-se em questões passadas, no que já foi. De ataque em ataque foi-se queimando o tempo (o que é que a Constança estava lá a fazer???), e pouco se percebeu. O resultado: um empate técnico. Pelo meio houve o tema da Segurança (encomenda do tio Portas?), a Educação e uma referência cinéfila no mínimo original ao filme de terror "Ainda sei o que fizeste no Verão Passado". O VM não sabe o que é mais delicioso, se é a imagem do Sócrates agarrado à almofada a ver a Jennifer Love Hewittt a ser perseguida ou se é o Paulo Portas com um picador de gelo a varrer o anterior executivo...

 

 

Mr. White às 14:39

01
Set 09

Mr. White às 12:41

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