O Blog da Escorregadela intelectual (versão 2.0)

19
Fev 13

 A POLÍTICA (des)COMPROMETIDA

 

A grande maioria dos políticos deste país são ocos, vazios e sem qualquer profundidade de discurso, de ideais, de soluções, de acções….

O resultado que temos traduz-se em guerrinhas, transformadas em politiquices, que lhes dão um enorme prazer e satisfação pessoal, apenas porque julgam que fazer politica é apenas isso!

A pequenez da classe política em Portugal é tão só o resultado da mediocridade dos próprios políticos e de um povo (ainda) inculto, pouco exigente e distraído com novelas, futebol e dramas alheios.

Portugal nos últimos anos teve à frente dos seus destinos um primeiro-ministro que não sabia fazer contas de cabeça, passando por outro que caiu do “poleiro” devido a fofocas na Comunicação Social (e que 10 anos depois recebe uma indemnização de 730.000,00€ por calúnias, difamação e danos morais), dando lugar ao que se licenciou num domingo, a ministros que se licenciam pela frequência assídua de disciplinas “da universidade da vida” e tantos outros politiqueiros que conseguem obter licenciaturas e promoções em tempos recorde, mas nem uma carta sabem escrever, etc, etc…

Noutros tempos, em que os políticos exerciam a politica com a dignidade que essa função exigia (e permitia), um indivíduo que decidisse apoiar uma candidatura oposta àquela em que actualmente exerce cargos políticos, colocaria de imediato o seu lugar à disposição….por uma questão não só de ética e de honra mas acima de tudo de bom senso!

Mas actualmente, a política faz-se de Currículos elaborados à medida das necessidades, de Show e de Facebook. De promessas que 6 meses depois de anunciadas já ninguém se lembra que foram prometidas, e afinal, não estão nem serão concretizadas!

Escolhem-se, antes das eleições, presidentes e restantes membros aos órgãos dos partidos, pensado somente no que essas pessoas estão dispostas a não fazer para que se mantenha o status quo do poder instalado.

Decidem-se estratégias antes das reuniões porque já nem as reuniões se realizam por falta de quórum - afinal de contas ninguém está disposto a manifestar a sua discordância e por isso a família ou uma doença qualquer de última hora é o pretexto ideal para ficarem em casa mas assegurando o lugar com uns gostos no Facebook e uns almocinhos… Quem sabe um dia não venham a ser promovidos pela sua anuência silenciosa e abstencionista.

É tudo isto e muito mais que temos na generalidade do universo politico do nosso país!

Mas não existirão pessoas capazes, pessoas sérias, com vontade e força de fazer algo de bom pelo País, pela sua terra, pelas pessoas?

Claro que há, mas quando ousam propor novas ideias, novos projectos, outros caminhos, são imediatamente enxovalhados pela força do tal Facebook, da tal comunicação social (que de independente já não tem nada – afinal de contas ou sobrevivem da publicidade dos empresários que suportam os tais políticos ou directamente das avenças que auferem provenientes de assessorias de imagem e comunicação politica), dos caciques dos subordinados e da própria sociedade que não quer raciocinar…

 

(A todos os meus amigos politicos, desculpem-me o desabafo, mas hoje os meus dedos estavam com formigueiros…)

Mr. Hellmanns às 15:19

22
Mai 12

No Grande Dicionário de Língua Portuguesa da Sociedade de Língua Portuguesa, "coiso", sufixo masculino, significa o mesmo que "couso" que, por sua vez, deriva de "cousa" (o mesmo que "coisa") e significa qualquer indivíduo; fulano. Por seu turno, "coisa" na definição da Enciclopédia Larousse define-se, designadamente, como "ser ou objecto inanimado; entidade abstracta; situação, conjunto de acontecimentos, processo; realidade; o que acontece; relativo a um domínio; acto, facto, circunstância que se não quer ou não se pode explicar". Na linguagem popular "coiso" poderá referir-se ao falo masculino, principalmente quando há um certo pudor em dizer a palavra "pénis".

Mas, e apesar das fontes linguístics, o Álvaro, nosso ministro da economia, decidiu atribuir um novo significado ao sufixo "coiso" e, assim, desde ontem que este significa "emprego".

Muito criticado, principalmente por Francisco Louçã, Ms. Brown crê, contudo, que o "nosso querido" Álvaro limitou-se a  simplificar o sinónimo de "coiso" e assim, ao invés de definirmos o "coiso" de uma forma extensa, saberemos de imediato que significa "emprego" e que este significa "acto, facto, circunstância que se não quer ou não se pode explicar" ou "entidade abstracta".

Se não vejamos, no Portugal de 2012, "emprego" é algo muito astracto, tal o nível do desemprego actual, principalmente entre os jovens e, para além disso, os políticos não parecem querer aumentar os níveis de emprego e quando questionados sobre o "emprego" não o conseguem explicar.

Assim, o "emprego" é, sem dúvida, o "coiso" e por isso, mais uma vez, bem esteve o Álvaro ao referir-se ao "emprego" como "coiso"!

E aproveitando este "simplex linguístico", poderiam os políticos referir-se a "crise, euro, inflação, redução de salários, despedimentos, indemnizações, perda de direitos económicos e sociais, pobreza, esmola, etc.", como "coisas" que acontecem no país. Assim sempre que se tivesse de falar dos problemas que assolam o nosso país, bastaria referir-se "aos coisos" ou às coisas"...assim, de uma forma simples, superficial, leve, e talvez as pessoas não as associassem à incompetência dos políticos. Fica aqui a sugestão...Álvaro, por favor aproveite e já agora, um grande "coiso", na versão popular, para si!

Ms. Brown às 21:25

02
Mai 12

Ontem, 1º de Maio, dia de Luta dos Trabalhadores, dia para celebrar as conquistas que os trabalhadores do mundo conseguiram após a industrialização, designadamente a jornada semanal das 40 horas de trabalho entre outros direitos, o Grupo Jerónimo Martins, dono da cadeia de supermercados "Pingo Doce" abriu portas, obrigou os seus trabalhadores a trabalhar, violando o que tradicionalmente era tido como pacífico - o único dia do ano que os trabalhadores efectivamente não trabalhavam - e, sem pruridos, criou uma campanha vergonhosa, de dar um desconto de 50% nas compras de valor superior a € 100,00.

De imediato, se viu os resultados de tal campanha infame! As fragilidades sociais de um país à deriva ficaram expostas, as pessoas, carenciadas, ou menos carenciadas, correram paras lojas Pingo Doce, enfrentaram filas enormes, entraram em brigas físicas, para aproveitarem a "esmola" do Pingo Doce. UMA VERGONHA!

O 1º de Maio de 2012 vai ficar assim indelevelmente marcado por esta forma torpe de atacar os valores sociais, por esta forma de aproveitamento das necessidades das pessoas para alcançar o lucro fácil e atacar os valores de Abril e os valores do 1º Maio.

Mas o mais grave é que esta operação não foi acompanhada pela ASAE e nenhum membro do Governo se pronunciou sobre a mesma. Depois de retirar a sua sede e capitais sociais para a Holanda, o Grupo Jerónimo Martins ataca a sociedade com esta campanha ignóbil! O que Ms. Brown viu através das fotografias, através da TV e do que ouviu dos relatos que lhe iam chegando, deixam-na apreensiva. A concorrência desleal do Grupo Jerónimo Martins aniquila qualquer esperança num futuro melhor. Só hoje é que a ASAE apareceu para fiscalizar, mas deveria ter aparecido para prevenir, ao fim e ao cabo não é essa a sua função principal? E só apareceu hoje para fiscalizar, depois do mal feito, porque houve vozes que se levantaram contra esta prática desleal. E o Grupo Jerónimo Martins sabe também que as sanções que poderá vir a sofrer são diminutas face ao lucro que teve ontem.

Até quando este capitalismo cavalar que passa por cima de tudo e de todos? Uma Vergonha sem dúvida...

Ms. Brown às 13:04

30
Abr 12

Há algum tempo atrás Ms. Brown foi ao cinema, actividade que já não realizava há 2 anos! O filme escolhido "Amigos Improváveis" e não podia ter sido melhor a escolha do filme a visualizar após tamanho jejum cinéfilo!

Agora que está numa cama de hospital (por pouco tempo) devido a uma intervenção cirúrgica ao joelho esquerdo, Ms. Brown recordou esse fantástico filme quer porque (felizmente só) se encontra imobilizada parcialmente, dependendo de terceiros para as mais básicas tarefas, mas acima de tudo quer pelos amigos que tem que, ainda que talvez prováveis, foram improváveis na forma como demonstraram toda a sua amizade neste momento delicado. Efectivamente, é nestes momentos de dependência, fragilidade, necessidade que os verdadeiros amigos aparecem e, felizmente Ms. Brown não se pode queixar. De todas as formas e feitios, os amigos de Ms. Brown apareceram, desde a amiga que ajudou na intervenção cirúrgica, às amigas que a tentaram animar em vésperas de operação, aos amigos que ligaram, mandaram sms, tentaram saber o estado de saúde e se ofereceram para encher o frigorífico de comida....tudo para evitar que Ms. Brown, que tem bicho carpinteiro, se mova e tenha um rápida recuperação.

A improbabilidade vem do facto de muitos destes amigos serem amizades recentes! E Ms. Brown só pode dar-se por feliz por isso, porque mantém os amigos antigos e tem novos amigos e que todos estão dispostos a ajudá-la. Ms. Brown é, sem dúvida muito sortuda!...

No filme, também Phillipe depende de terceiros e a pessoa mais improvável - Driss - é a pessoa escolhida para cuidar de si e do relacionamento totalmente inconcebível entre um milionário, melómano e um deliquente, nasce uma verdadeira e grande amizade. São em situações como estas que se vê quem nos quer bem. O filme é um hino à amizade,à vontade de viver, ainda que com limitações, à vontade de ser feliz! E não é preciso ser amigo de longa data, basta a empatia inicial, o ter-se algo em comum, a partilha de alguma experiência, para que o nada, nasça uma amizade.

Quer no filme quer na vida real a felicidade está ao alcance de um amigo...OBRIGADA AOS MEUS AMIGOS POR TUDO!

 

 

Ms. Brown às 22:50

08
Mar 12

Celebra-se hoje o dia da MULHER! Não se celebra, no entanto, o dia de mulheres como Ângela Merkel, ou Michelle Obama. Celebra-se o dia da MULHER ANÓNIMA que diariamente trabalha e tem tempo para a família, que domre 3 a 4 horas por noite, que sai de madrugada para o trabalho, e ao fim de 8 horas, ainda vai a tempo de ir buscar o filho na escola, de lhe dar banho e comida, de o mimar e de o adormecer no colo. Celebra-se o dia da MULHER ANÓNIMA que diariamente sofre violência física e psicológica de um marido bêbado, de um namorado ciumento, de um homem perturbado. Celebra-se o dia da MULHER ANÓNIMA que é apedrejada oor ter sido violada, que é condenada por adultério porque não quer casar com o homem que a família lhe indica, que luta pelos seus direitos, que exige maior respeito, que é ALGUÉM e assim deseja ser tratada.. COMO IGUAL!

Não é um dia qualquer, é o dia da MULHER! Para lembrar aquelas trabalhadoras que em 1857 exigiram melhores condições de trabalho e foram brutalmente espancadas e mortas.

Podia ser um dia como os outros dias comemorativos, mas é mais do que isso, porque é um dia que assinala a luta das mulheres pela igualdade, pelo respeito e pela sua dignidade numa sociedade patriarcal.

Para todas as MULHERES este é o dia, mas todos os dias são O DIA!

 

Ms. Brown às 11:36

26
Jan 12

Ms. Brown soube agora que o Governo decidiu eliminar os feriados civis 5 de Outubro e 1 de Dezembro, e, com efeito, até concorda. Realmente, nos tempos que correm, da forma como Portugal está posicionado perante os demais países da Europa, não faz sentido comemorar nem a instauração da República nem a Restauração da Independência...só falta mesmo retirar a menção do artigo 1º da Constituição da República Portuguesa de que "Portugal é uma República soberana...".

Nem mesmo no tempo do outro senhor se afrontou de tal forma a História de Portugal, antes pelo contrário, enalteceu-se até em demasia a nossa História.

Não há dúvida que Portugal está sujeito a um (des)Governo completamentamente alheio da realidade do país, só vidrado em números e em jargão económico como seja "rentabilidade", "produtividade", "contenção/redução de custos".

E como se não bastasse, a principal figura de Estado, o Presidente da República ainda "manda bojardas" para o ar sobre a sua situação económica, ofendendo as pessoas que ganham pensões de miséria, ao invés de chamar a atenção do Governo para a sua política nefasta, árida e devastadora da sociedade e da população portuguesa.

Ms. Brown sugere que se acabe com todos os feriados, acabe-se com a História e com o passado, termine-se com o 1º de Maio, o 25 de Abril, o 10 de Junho! Assim, como assim não faz sentido festejá-los ou sequer tê-los presentes na memória. Os trabalhadores deixaram de ter quaisquer direitos, por isso não se deve festejar o seu dia; o 25 de Abril e os seus ideais deixaram de estar presentes na memória dos políticos que nos governam que tentam de uma forma encapotada voltar a instituir a censura prévia (veja-se o caso da Antena 1), a aniquilar os direitos sociais das pessoas, a terminar com o Estado assistencial e social; e se Portugal já praticamente se anulou, vivendo debaixo da sombra da Troika e dos países economicamente mais poderosos, vivendo da sua esmola e piedade, não se vê razão para se festejar o Dia de Portugal.

Efectivamente o Governo está a conseguir aquilo que em tempos sugeriu... que emigremos!...

Ms. Brown às 15:54

09
Jan 12

Nos anos 70,  Sérgio Godinho, cantavano seu disco "Liberdade":

Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação

Por causa da notícia de que há meio milhão de portugueses sem qualquer tipo de rendimento porque ficaram sem subsídio de desemprego; por causa de um senhor idoso que hoje de manhã pediu uma moeda à Ms. Brown para uma sopinha; por causa de um mendigo, também idoso, a pedir esmola, sentado na esquina da R. Marquês da Fronteira com a Av. António Augusto de Aguiar; por causa das notícias que diariamente relatam a crise e a pobreza deste país, Ms. Brown lembrou-se daquela letra, pois, nunca como agora, em pleno século XXI, decorridos quase 40 anos, aquela letra faz todo o sentido!

Um povo verdadeiramente livre precisa de paz, de comida no prato, de um tecto para proteger, de saúde para viver e de educação para se instruir. Lamentavelmente, hoje em dia temos cada vez menos paz de espírito, porque vivemos assolados pela incerteza do futuro; menos comida no prato por causa do custo de vida; vivemos na rua porque não temos dinheiro para pagar os empréstimos contraídos na compra de casa e porque as rendas são altas; não temos saúde, porque o SNS já não cumpre o seu desígnio de permitir o acesso ao sistema de saúde público gratuito aos mais carenciados; e temos menos educação porque é caro estudar e porque temos um sistema de educação deficiente que não instrui nem educa!Portugal arrisca-se retroceder no tempo, para uma época que se pretendia só ser recordada nos livros de História.

E os políticos senhores, que discutem eles nestas horas de angústia do povo?! Discutem se fulano ou sicrano é da maçonaria!!! É isto que se discute, ao invés de se trabalhar para um único rumo que é o da recuperação da economia e do levantar o moral de um povo abatido pelas más marés das economias europeias e mundiais!

A Ms. Brown não lhe interessa saber quem é da maçonaria, ou deixa de ser! Interessa sim é saber se amanhã, as pessoas têm massa no prato e "massa" na carteira. Interessa-lhe saber qual o plano de salvação nacional que está delineado para que Portugal não se afunde de vez!

Por isso, senhores políticos e governantes, tratem de trabalhar para nos darem PAZ, PÃO, HABITAÇÃO e EDUCAÇÃO para que no presente sejamos um país do futuro!

Ms. Brown às 15:55

05
Jan 12

Mal o ano começou e já circulava a notícia que deixou muita gente zangada - a Jerónimo Martins, empresa detentora da marca e supermercados "Pingo Doce" ia deslocalizar-se para a Holanda porque neste país a carga fiscal é menor do que em Portugal!

Sabe-se que num momento de total afundanço do barco, as ratazanas são as primeiras a sair borda fora e neste caso o "Pingo Doce" saltou fora do barco, mas não sem antes ter-se aproveitado de várias benesses ao longo dos anos por parte do Estado português e do consumidor final.

Em menos de um piscar de olho a marca "Pingo Doce" soava nas nossas mentes "de Janeiro a Janeiro", entrava-nos pela casa a dentro, em todos os bairros era instalado um supermercado, que, em menos de nada acabava com o comércio local das mercearias com as suas vendas agressivas e preços convidativos. E tudo foi feito com a complacência dos governos que autorizava a sua entrada no mercado português sob a justificação de se tratar de uma empresa portuguesa.

Mas, agora que o consumo se retraíu, agora que o Governo foi obrigado a agir também contra as empresas e não só contra as pessoas, agora que o patriotismo e a necessidade de defesa dos interesses nacionais se deveriam sobrepor a qualquer outro interesse, a empresa Jerónimo Martins fugiu para a Holanda, país que não vive crise, que tem consumo q.b e que, acima de tudo, tem uma carga fiscal bem menor para as empresas. Ou seja, a Jerónimo Martins, empresa portuguesa, ao invés de contribuir para o PIB nacional, optou por contribuir para o PIB holandês, e assim, "à cara podre" decidiu no início do ano anunciar a sua mudança de sede!

E o Governo nada diz ou faz...nem uma reacção oficial! Dirão que vivemos numa economia de mercado, totalmente liberalizada, e que enquanto integrados na UE, uma empresa privada poderá deslocar-se para outro país da UE e optar por aí pagar os seus impostos, não podendo o Governo ingerir nos assuntos privados. Mas, e os interesses nacionais? E as receitas fiscais que se perdem à custa deste "chico-espertismo"? Em tempos de necessidade extrema de se manter as empresas que por cá andam e de se angariar novas empresas, com recurso a campanhas aliciantes e que provem que o país tem condições para as ter cá (desde que contribuam para o PIB e para o aumento de emprego, claro está), o Governo deixa fugir uma das maiores empresas nacionais, nada faz ou diz, encolhe os ombros e empurra os problemas com a barriga! Vergonhoso!

Infelizmente, o ano muda e tudo fica na mesma...os pobres que paguem a crise!

 

Ms. Brown às 18:52

02
Jan 12

E, pronto, entrámos em 2012 com tudo de mau que isso trás (dizem os visionários da desgraça!)! O Sr. Presidente da República, aliás, fez questão de o referir, usando mesmo a expressão "insustentável" para caracterizar a situação do país se nada for feito ou se não dermos uma volta de 180ºC!

Ms. Brown, que agora regressa às lides do blog, e esperemos que com assiduidade, não podia deixar de pegar na palavra "insustentável" para deixar aqui a sua singela opinião (cada um dá a sua e vale o que vale!) sobre o discurso do Sr. Presidente da República.

2011 não deixou saudades, antes pelo contrário, deixou um grande amargo de boca. Nunca se tinha falado tanto em crise como no ano que agora findou. Todos os dias as notícias só falavam da crise e de como isto está mau e de como tudo era culpa do governo, culpa dos mercados financeiros, culpa dos políticos, culpa de uma falta de liderança forte, culpa da Merkel, culpa do Sarkozy, culpa das agências de rating, culpa disto e daquilo, mas nunca culpa nossa, isso não!! A crise é sempre culpa de terceiros, nós nunca contribuímos para isso! E assim pareceu o discurso do Sr. Presidente da República que, longe das preocupações de uma reeleição que já não pode ter, lança as culpas em cima dos governos e da crise internacional para dizer que a situação poderá alcançar níveis insustentáveis e lançar o país no caos se nada for feito. Mas, (e num retorno ao ido mês de Janeiro de 1996 em que Ms. Brown, no alto da sua juventude pespeneta universitária, questionou o agora Presidente da República, à data candidato ao dito cargo, se achava que o povo português era um povo de memória curta), será que o Sr. Presidente da República se esqueceu dos seus 10 anos de maioria absoluta e 2 anos de maioria relativa de Governo liderado por si ou será que, como Pôncios Pilato, lava daí as suas mãos e defende que nada tem a ver com o assunto? É verdade que a situação se agravou nos últimos 15 anos, e mais se agravou com a entrada de Portugal no Euro e com o cumprimento de metas de déficit completamente absurdas (3% ao ano!!), mas caro Sr. Presidente da República, quando foi Primeiro Ministro de Portugal contribuiu também para o país que hoje temos. Foi no seu (longo) mandato que tivémos acesso ao crédito fácil, aos fundos (sem fundo) comunitários, à compra de carros, casas, montes alentejanos, jeeps sem preocupações de pagamento no futuro. Criou-se uma imagem de país próspero (que não era),  país culto (que não era), país evoluído (que não era), cumpridor das suas obrigações (que não era), e assim todos confiaram que a crise nunca nos afectaria. Foi no governo do Sr. Presidente da República que se criaram BPN'S, SLN's, BPP's, todas estas instituições com amigalhaços ex-ministros ou secretários de estado seus à cabeça da liderança, como por ex. Dias Loureiro (escondido da Justiça em Cabo Verde), Duarte Lima (preventivamente preso), Oliveira e Costa (preso por causa do processo BPN). Os anos 90 foram anos de prosperidade falsa! Os que enriqueciam faziam-no à custa do povo e sem preocupações de pagamento no futuro...quem viesse atrás que pagasse a crise!

O Sr. Presidente da República esqueceu-se que semeou ventos e que agora se colhem tempestades? Claro que não é o único responsável, mas, é um dos responsáveis e até mesmo agora enquanto Presidente da República, preocupado que estava com a sua reeleição, não agiu como deveria ter agido e não dissolveu a Assembleia da República nem demitiu José Sócrates quando o devia ter feito. Deixou que o país se afundasse ainda mais, enquanto V. Exa. assobiava para o lado e tentava passar por entre os pingos da chuva para garantir a sua reeleição.

Estamos numa situação insustentável? Sim estamos, mas não sacuda a água do capote Sr. Presidente da República, pois é também um dos responsáveis pelo que vivemos agora!

2012 não se adivinha um ano fácil para aqueles que todos os dias trabalham, ou procuram um trabalho (porque ficaram sem ele). Para as famílias endividadas (a ex-classe média) ou que vive de ordenados de miséria, mas já não será um ano difícil para os que sempre viveram à conta, os que sempre se colocaram no poleiro para sugar tudo o que o Estado dá. À memória de Ms. Brown vem a imagem de Bordalo Pinheiro, feita no séc. XIX onde uma porca, identificada como "Estado" tem pendurado nas suas tetas, todos os parasitas que mamam o máximo possível e não contribuem para o enriquecimento do Estado. É isto que tem vindo a acontecer, desde sempre e enquanto se permitir que pessoas sem escrúpulos tomem as rédeas do nosso país.

Ainda assim, Ms. Brown é uma optimista por natureza, uma seguidora desse grande optimista exagerado, o Professor Pangloss, personagem de "Cândido",livro de Voltaire e, como ele, diz que tudo vai bem no melhor dos mundos mesmo que tudo parece mau! Olhemos então o futuro com esperança e tentemos lutar contra ventos e marés turbulentas...

FELIZ ANO NOVO!

Ms. Brown às 18:11

05
Dez 11
A Europa em ruína eminente e estes dois senhores continuam a sorrir (a foto é do encontro de hoje).
Será que já encontraram a solução para a recessão e caos económico-financeiro ou apenas se riem porque ainda ningúem descobriu que o problema "são eles" e a politica que tentam impor?! 
 
De que se riem?!
Ora aí está um dilema que só o tempo ajudará a resolver!
Mr. Hellmanns às 15:46

14
Out 11

 

 

Mais de 2 anos decorridos desde o meu último poste de não escrever absolutamente nada, excepto umas "baboseiras" no Facebook e uns contratos no trabalho, eis que algo me deixou a pensar e sem mais, a caneta começou a mexer...

Poucos ou nenhuns sentiram a minha falta mas eu senti muito a vossa e saudades de umas escorregadelas intelectuais.

Depois de ouvir o nosso primeiro-ministro (não escondo, como nunca escondi e minha filiação e actividade politica no PSD), fiquei realmente apreensivo e consciente do verdadeiro estado do nosso Estado Português.

Assim, concordando que o Estado deve e tem obrigatoriamente de cortar na Despesa, onde estão ou vão estar os investimentos e incentivos para o aumento da receita e do PIB? Se eu recebo menos, gasto menos. E aqui o termo "gastar" tem de ser cumulativamente entendido como Investir!

Onde? Na nossa economia!

Há tempos houve em Portugal uma campanha que "nos pedia para comprarmos produtos nacionais".

A questão que hoje e amanhã se vai colocar é: quais e como?

Por tudo isto, tenho esta questão a atormentar-me o espírito: para quando a coragem política dos nossos governantes enfrentarem os "Grandes Europeus" e exigir-lhes o fim (mesmo que temporário) das nossas cotas de mercado na industria, na agricultura, nas pescas, etc...?

Entendo que só estimulando todos estes sectores e fomentando sinergias entre eles se cria Trabalho, Riqueza, Segurança, Equilíbrio Social e consequentemente RECEITAS para o ESTADO!

A continuar assim, como vou eu explicar um dia aos meus filhos (que têm agora apenas 2 anos) que os portugueses e os nossos Governantes preferiram ficar encostados, a viver de empréstimos, ao invés de lutarem, trabalharem e com sacrifício procurarem um futuro melhor para eles! Como vou eu explicar que gastámos Milhões e milhões de Euros em campanhas inúteis, em consultadorias desnecessárias, em gabinetes de crise, em juros de empréstimos contraídos a pretexto da dívida pública e que por isso os seus "amigos" alemães, noruegueses, franceses (mesmo que facebookianos) têm melhores ordenados, melhor Serviço de Saúde, melhor Justiça, melhor Educação, mas carros mais modestos e roupas e sapatos de marcas nacionais?!

Haverá resposta?

Sem dúvida que sim e ela chama-se CORAGEM, DETERMINAÇÃO e ESFORÇO!

Caso contrário iremos continuar por muitos anos completamente:

 

Mr. Hellmanns às 15:48

16
Set 11

Chegou hoje aos meios de comunicação social que o Governo Regional da Madeira ocultou uma dívida de mais de 1 bilião de Euros e que por isso as contas do déficit terão de ser revistas pelas implicações que tal dívida tem nas contas públicas!Como se não bastasse, o lunático, ditador que se encontra à frente da política governativa daquela Região Autónoma, o senhor Jardim, diz que não vai parar as obras nem vai demitir ninguém!

Há 30 anos que aturamos este senhor! Há 30 que ouvimos as suas investidas contra o governo do "contenente" e contra os comunistas que governam o país! Há 30 anos que ouvimos as suas baboseiras, loucuras desvairadas e nada fazemos. O senhor Jardim mantém-se agarrado ao poder como uma lapa! Mudou-se a lei dos cargos políticos e senhor continua lá. E todos os anos este senhor fala em como a Madeira seria melhor se se governasse sozinha. E todos os anos continuamos a aturar os disparates deste senhor, e a subsidiá-lo através dos nossos impostos. A Madeira tinha tudo para ser um Região exemplar - uma Zona Franca, com IVA abaixo das taxas normais, com subsídios substanciais do governo central, com um tempo espectacular e condições turísticas excelentes, com poder para atrair investimento. Mas, a Madeira optou por ao longo destes 30 anos ter um maluco a governá-la. Uma pessoa que estoirou o dinheiro do erário público em obras megalómanas e desnecessárias que ao invés de ajudarem ao desenvolvimento tiveram uma influência bastante desvastadora no temporal que assolou aquela ilha em Fevereiro de 2010!

A este senhor Jardim tudo lhe foi permitido: os destemperos, as bebedeiras, os carnavais, o Chão da Lagoa, o chamar nomes a todos os governantes do País, as ofensas ao Presidente da República, as exigências de dinheiros, ... TUDO!

Agora e mais uma vez temos, literalmente, de sustentar a Madeira e o seu buraco orçamental! Como se não bastasse toda a crise que existe, temos de pagar ainda o "pato madeirense". Porque não deram a independência à Madeira como este senhor Jardim tantas vezes pediu? Que vivesse das bananas e do turismo, sem os subsídios do Estado Português, para ver o que era "bom para as tosses"!

Note-se, todavia, que, felizmente, a Madeira não é o senhor Jardim nem a corja de pessoas mal intencionadas que o rodeiam. Felizmente, Ms. Brown sabe que a Madeira é muito mais do que isso e também está solidária com o povo madeirense que está a sofrer as consequências desta política palhaça do senhor Jardim.

Este Jardim não é do Éden de certeza, é dos "quintos do Inferno". Por quanto mais tempo vamos ter de aturá-lo é que Ms. Brown não sabe. Espera-se que em breve... a ver!

Ms. Brown só sabe que neste Jardim só nasce erva daninha...

Ms. Brown às 18:25

06
Set 11

Hoje em dia falar de mercados já não traz à memória nenhuma boa recordação. Agora só se sabe falar de mercados financeiros e de como os mercados influenciam a economia e de como tudo isso acarreta uma desgraçada crise de que todo o mundo fala e que ninguém sabe como resolver.

Antigamente, quando Ms. Brown ouvia falar de mercados era dos tradicionais, daqueles das D. Rosas (há sempre uma D. Rosa) ou das D. Lucindas, ou D. Marias, enfim, das floristas, das peixeiras, das que vendem produtos hortícolas (lá está, a D. Rosa das couves). Esses mercados, pelo menos só traziam boas influências. Se mexiam com o consumo e a economia nacional? Sim, à sua escala, mexiam e ninguém se queixava. O mercado de Ms. Brown sempre foi o de Arroios, ali perto da Praça do Chile, se bem que, de vez em quando, em grande traição de lesa-pátria, também fosse ao Mercado 31 de Janeiro (o antigo e depois o mais recente), ao de Alvalade, tendo também dado um pulo ao de Benfica. Todos eles grandes mercados e nenhum era causador de crise nenhuma, antes era de grande alegria! Não admira que não haja político que se preze que não vá dar uma volta ao mercado em tempo de campanha eleitoral. Há lá melhor coisa do que ouvir o pregão de uma peixeira, daquelas mesmo castiça?!

Agora, com os mercados financeiros, perdeu-se a graça toda. Não há D. Rosas a pregar a boa chaputa ou um pregado fresquinho. É tudo muito sério, lavadinho demais, com nomes complicados e com linguagem imperceptível. "Quem quer comprar eurobonds?" podia até ser um bom pregão, mas quem é que realmente sabe o que são eurobonds? E como se cozinham? São fresquinhos? São melhores no forno, fritos ou cozidos? Acompanham batatas a murro e uns brócoluzinhos? Não, pois não?! E quem quer saber da dívida soberana - não parece que seja fruta exótica daquela que vem dos "brasis oh freguesa!".

Irra para os mercados financeiros, para as eurobonds, para a dívida soberana, para as taxas de juro, para os defaults, para as euribores e afins, para o Trichet, para o Barroso, para a Merkel e o diabo a sete!

Ms. Brown lança desde já aqui um repto: que sempre que se falarem de mercados que se falem dos tradicionais, dos bons velhos mercados portugueses (até do mercado do Bolhão quiseram dar cabo!). Esses sim grandes mercados incrementadores da economia nacional. Venha de lá a "laranja docinha oh freguesa!", "a dourada do mar, fresquiiinhhhaaaa", a "couve-flôr sem aditivos", a "batata que ainda cheira a terra oh menina e que é tão boa para fazer sopa"... E aí sim, quando as notícias só falarem desses mercados, a economia cresce e o povo agradece!

Abaixo os mercados financeiros, viva os mercados de flores, de peixes, agrícolas!

Ms. Brown às 17:49

30
Ago 11

O mês de Agosto está no fim e com ele terminam as férias de quase toda a gente, incluindo as de Ms. Brown. Ohhhhhh.... Ms. Brown espera que os viajantes tenham (ou ainda estejam a ter) umas grandes férias! As férias servem para recuperar energias e para nos prepararmos para um novo ano que se aproxima. Por isso é ver toda a gente feliz nas férias. Não há horários a cumprir, nem tarefas a desempenhar, e até as preocupações são postas de parte. Nas férias só vale acordar quando bem apetece, ir para a praia, passear na cidade ou no campo, tomar as refeições fora de horas... As férias servem também para alguns dos veraneantes se preocuparam em "manter a linha". E assim, na praia, todos os dias era ver aos grupo de 5-10 pessoas a caminhar em passos largos e rápidos pelos areais. Mas, a maior parte desses veraneantes tinham peso excessivo, pois provavelmente durante o ano não fazem a ponta de um c***o para manter a linha e só em férias se preocupam em fazer caminhadas à beira-mar! Ms. Brown divertiu-se a ver quantos andavam num passo aceleradíssimo, há hora do almoço, em plena força da luz solar e dos raios ultra-violetas, convencidíssimos de que no final das férias deixariam de ser cachalotes para passarem a ser golfinhos! Durante os dias que lá esteve, Ms. Brown cruzou-se com alguns desses "atletas" e sinceramente não reparou em nenhuma melhoria...oh meus amigos, quando é que vão pôr nessas cabecinhas que não é numa semana ou 15 dias de férias que vão conseguir emagrecer?! Se não fazem nada no resto do ano, obviamente não é nestes dias de lazer que algo de miraculoso vai acontecer! E para além de não emagrecerem, ainda provocam lesões nos músculos, pois não estão preparados, e apanham escaldões! Mas, para além deste divertimento de praia, Ms. Brown comeu a tradicional bola de berlim, tentou não engordar, jogou volei, esteve com a família e com amigos e, principalmente descansou e só assim conseguiu acabar o livro do José Rodrigues dos Santos "O Anjo Branco", leu de enfiada o livro de Soeiro Pereira Gomes "Esteiros" e praticamente já acabou um livro do detective "Maigret" (um Sherlock Holmes francês, sem o Dr. Watson!). Um record sem dúvida nos tempos que correm!

O Algarve (what else), apesar da crise, estava à pinha. Espanhóis e emigrantes portugueses encheram as praias e as localidades algarvias. Por onde Ms. Brown andasse havia sempre um espanhol (ou vários a falar aos berros!) e emigrantes portugueses (maioritariamente em França) com a sua linguagem peculiar de meio português, meio francês. A queda dos preços dos hotéis e resorts sem dúvida foi um grande impulsionador para que nem se notasse os efeitos da crise neste mês de Agosto. Espera-se que os senhores do turismo algarvio desta vez não tenham o mesmo discurso derrotista, pois, pelo que Ms. Brown viu não deve ter havido prejuízo para os comerciantes.

Mas, infelizmente, as férias já lá vão e agora é o regresso à realidade, nua e crua! É o regresso às conversas da troika, da crise, das "eurobonds", da política financeira...mas também é o regresso de Ms. Browne por isso venha de lá a rentrée que as férias já lá vão!...

Ms. Brown às 19:46

02
Ago 11

 Querido Álvaro,

Atrevo-me a tratá-lo pelo nome próprio, até porque foi você mesmo que assim o disse quando foi indicado para assumir as funções de Ministro da Economia. Mas, e não querendo me perder nestas minudências, retomo a linha de pensamento...

Querido Álvaro, escrevo-lhe para lhe agradecer a boa forma física que estou a assumir desde que decidiu aumentar os preços dos transportes públicos acima da inflação e acima das minhas/nossas posses!

Depois da gasolina estar constantemente a aumentar, tendo alcançado o escandaloso preço de € 1,62/L, agora o Álvaro decidiu que os transportes públicos deveriam ser aumentados! Bravo! Num ano de crise extrema, de desemprego alto, nada como aumentar ainda mais o preço dos transportes públicos, evitando-se assim a má forma física e o recurso aos ginásios - ou seja, evitando-se os gastos desnecessários! Mas, o mais maravilhoso é o facto dos ditos preços terem sido aumentados no início do ano e de, como disse o Álvaro, de poderem vir a ser aumentados no início do próximo ano.

O Álvaro é um querido! Gosto muito de si, até porque, apesar do aumento médio de € 5,00 em cada passe, ou de € 0,30 em cada bilhete simples, o Álvaro está a pensar no nosso bem-estar e já disse que ia evitar a todo o custo que o aumento do início de 2012 não ultrapasse o valor da inflação. OBRIGADA! Fico muito mais descansada em saber que o Álvaro se preocupa...mas, uma perguntinha se impõe, perdoe-me a ignorância e o arrojo da dita: qual vai ser mesmo o valor da inflação para o ano?!...está-me a parecer que teremos um aumento jeitoso para o ano. Vai valer o mesmo para o aumento dos salários?! Espero bem que sim...

Álvaro, sei que anda deveras preocupado com os portugueses e a sua saúde, doutra forma não teria procedido a tais aumentos escabrosos nos transportes públicos! Agora é ver cada português a andar de bicicleta ou a pé, num modo muito mais económico. Mas, e lá estou eu com perguntas, desculpe lá qualquer coisinha Álvaro, será que me pode indicar as ciclovias por onde possa circular com a bicicleta? Será que há subsídio para pagar uma bicicleta que custa tanto ou mais que o montante do Índice de Apoios Sociais (=€ 419,22)? Será que é possível atravessar a Ponte 25 de Abril (e quem diz esta diz a Vasco da Gama, a Arrábida...) a pé ou de bicicleta?

Ah! E não pense Álvaro que me esqueci da portagem na Ponte 25 de Abril! Um querido e uma excelente ideia a de acabar com a isenção em Agosto. Realmente, a dívida de pagamento da ponte e da sua manutenção, tem de ser paga (inexplicável como ainda não se pagou a dívida que já vem de 1966 - uhm, será que já prescreveu? Veja isso Álvaro, talvez se consiga evitar esse custo!). No entanto, atrevo-me a fazer outra perguntinha se não for abuso: as pontes do Porto não estarão na mesma situação? Acho que também lá deveria ser instituída portagem por uma questão de igualdade! (ou será antes o contrário?).

Álvaro, acho que está a ir pelo bom caminho! Só não compreendo é porque o Álvaro não paga do seu bolso as suas deslocações para o trabalho e durante o trabalho. Porque tem de ser o povo a pagar a gasolina (cara) do carro de ministro (se não quer ser tratado como ministro também não devia ter direito a carro!). Porque é que o Álvaro não vai de metro/autocarro/combóio/barco para o trabalho?...

 

Ms. Brown às 16:41

25
Jul 11

O que dizer quando na Noruega um lunático mata, sem dó nem piedade, 96 pessoas, alegando uma pretensa limpeza racial da Noruega e da Europa?

O que dizer quando uma miúda de 27 anos, cheia de sucesso, com um vozeirão como ninguém, com tudo para ser uma diva musical, se auto-destruiu e não aguentou o sucesso, a fama, as luzes da ribalta?

O que dizer deste fim-de-semana de tragédia e horror?

Está tudo louco!... é o que apetece dizer.

 

Num país como a Noruega, pacífico, conhecido pelo prémio Nobel, pelo bacalhau e pelo frio, mas também, pela paz, um louco varrido decidiu promover uma chacina em nome de um ideal xenófobo, não se importando de ser apelidado de "o pior monstro a seguir à IIª Guerra Mundial". Se agiu sozinho, ou com cúmplices, não interessa. O que interessa, o que importa saber, o que preocupa, é o motivo que está na base de tal atrocidade. Há muito que não se sentia um clima de medo na Europa, desde os atentados de Londres e de Madrid. Mas se nesses se culpabilizava os terroristas islâmicos, fanáticos religiosos, agora, o choque maior deriva do facto de ter sido um dos "nossos" a perpetrar tal coisa. Um Europeu, não ligado a nenhuma Al-Quaeda, a nenhum fanatismo religioso ou terrorismo islâmico. Agora, já não se pode apontar o dedo aos árabes, aos muçulmanos, a todos os que vivem no médio-oriente. Agora, acabam os pensamentos racistas, xenófobos sobre um povo ou uma cultura, porque, agora, nos apercebemos que monstruosidades podem ser feitas por qualquer um, inclusivamente, um branquela louco!

Este duplo atentado vai deixar muitas marcas profundas na Noruega e no mundo ocidental. R.I.P. todos os noruegueses que pereceram nesta loucura...

 

 

Mas o fim-de-semana traria também a notícia da morte de Amy Winehouse. Ms. Brown não pode dizer que tenha ficado totalmente chocada porque a sua morte parecia algo que já se antevia há muito (infelizmente!). Ms. Brown foi uma das milhares de pessoas que assistiu ao concerto deplorável de Amy Winehouse no Rock in Rio de 2008, e já nessa altura pode ver o estado degradado da cantora. Bêbada, drogada, quase não se aguentava em pé, saiu do palco, caiu no palco, não se lembrava das letras, a sua voz arrastava-se... não fora os back vocals e a banda de apoio e teria sido um completo desastre!

Mas como se chega a este estado? Amy Winehouse tinha tudo para singrar no showbizz. Um vozeirão como ninguém, um produtor famoso (E bom), uma editora que a apoiava, músicas potentes, com letras fantásticas, porque é que se deixou enredar por um vida de droga e álcool? Seria assim tão frágil para não aguentar a fama?

Mais uma cantora entra no "clube dos 27", no clube daqueles cujo mote de vida era viver depressa, intensamente e morrer jovem!

R.I.P. Amy!

Ms. Brown às 11:05

06
Jul 11

Ms. Brown está em choque! Acaba de saber que uma das grandes senhoras da política portuguesa faleceu vítima de cancro de pâncreas - Maria José Nogueira Pinto (MJNP).

Como os viajantes já sabem, Ms. Brown não tem grande simpatia pela asa direita da política mas, apesar disso não deixa de apreciar grandes vultos da política, mesmo de quadrantes opostos, pelo que fizeram, pela postura que tiveram ao longo da sua carreira política e pela forma respeitadora como trataram os seus adversários políticos, para além da inteligência que demonstraram ter.

Ora, MJNP era uma SENHORA. Tinha uma grande personalidade, não se deixava enlevar nos jogos mesquinhos da política e nos maquiavelismos de alguns líderes (e isso custou-lhe a liderança no CDS e a ruptura com Paulo Portas), era independente, defendia as suas causas, tinha uma grande inteligência e era muito culta. O seu desaparecimento vem empobrecer, a já por si pobre, política portuguesa. A Assembleia da República não será a mesma sem os debates onde MJNP intervinha sempre com fulgor e nos quais, muitas vezes, punha KO os seus oponentes políticos. Deixaremos de assistir aos seus comentários, sempre pertinentes, na televisão portuguesa. Vai deixar um enorme vazio...

E infelizmente, o seu falecimento ocorre na mesma altura em que nos deparamos com gentinha que não tem carácter para a política, que não chega nem ao calcanhar desta SENHORA que agora nos deixa. E Ms. Brown refere-se especificamente ao fernando nobre (propositadamente escrito em minúsculas e sem menção ao título académico!). Esta pessoa não merece qualquer tipo de apreço da parte de Ms. Brown, o que já aqui o demonstrou. Não faz jus ao apelido que carrega e só envergonhou e desrespeitou Portugal e os portugueses ao querer usar a Assembleia da República para prossecução dos seus próprios interesses! O episódio, caricato (é melhor rir para não chorar) de impor a condição de ser Presidente da Assembleia da República para estar nas listas do PSD, de não ter sido eleito (por duas vezes) por culpa dos seus pares, de ter renunciado ao lugar de deputado alegando ser mais útil nas causas humanitárias, revelaram tudo o que esta pessoa é: uma fraude!

Mas, como ele há outros a pespontar na política portuguesa. Infelizmente, há medida que o tempo passa e os bons políticos morrem ou  afastam-se da vida partidária, o país afunda-se nos jogos interesseiros de uns quantos "meninos", sem políticos que queiram assumir, desinteressadamente, a liderança do país  e que o representem de forma inteligente.

A política portuguesa está mais pobre. Faleceu uma "Dama de Ferro". Ms. Brown presta aqui a sua singela homenagem e deixa os sentidos pêsames à família enlutada. Aprendamos todos com as lições que esta SENHORA nos deu e assim a sua memória perdurará eternamente...RIP

 

Ms. Brown às 17:35

28
Jun 11

MED não quer dizer Música e Diversão como indica o título deste post, mas bem que podia ser! Ms. Brown, mais uma vez, foi a este Festival de Músicas do Mundo que anualmente se realiza na cidade de Loulé, uma cidade de gentes simples, simpáticas e grandes anfitriãs! Ms. Brown já se sente em casa sempre que ruma a Loulé, tal a recepção que tem, para além dos amigos que já fez.

Apesar da crise, o cartaz do Festival MED prometia e cumpriu - foi um grande Festival. Apostando mais na "prata da casa", nomes como Sean Riley & The Slowriders, Luísa Sobra, Batida, Noiserv ou Frankie Chavez (só para mencionar os concertos que Ms. Brown assistiu) sobressaíram do cartaz. Outros nomes nacionais tocaram (e possivelmente encantaram) no Festival mas cujos concertos Ms. Brown não conseguiu assistir. Nomes como Márcia, Nuno Rancho, Amar Guitarra Duo, Migna Mala, Lula Pena (pela segunda vez Ms. Brown falha o seu concerto!), Nobre Ventura, Quartetum, António Zambujo, Eroscópio, Marrokan, Godai Project, Toca Tintas, Josué Nunes, Muda As Maria, Os Golpes, Al Mouraria, Orquestra do Algarve, The Soaked Lamb, Caldas Hand Saw Massacre, Clube Conguito, César Matoso, Carla Pontes e Jefferson Mello, Pinto Ferreira, Tâmara, Orginal Electro Groove e FunkyBoysGroove.

Definitivamente, o MED virou-se para dentro e para os grandes nomes de músicos e de grupos de músicos que vão pespontando no panorama nacional. E, definitivamente, foi uma aposta ganha! O MED não perdeu assistência; Ms. Brown crê que até ganhou mais comparativamente com o ano passado. O que indica como este Festival começa a fazer parte da rota dos festivais nacionais de música no período de Verão.

Ms. Brown saiu directa do seu trabalho em Lisboa na 4ª feira para o MED. Lá chegada, já a horas bem avançadas, assistiu ao último concerto do dia, de Muchachito Bombo Infierno, um grupo basco com uma música electrizante e dançante, que tinha a particularidade de ter entre os músicos um artista que pintou um "mini-mural" (magnífico por sinal) enquanto o concerto decorria (aliás o concerto só terminou quando a pintura acabou!). Nada mau para o 1º dia, mesmo com a frustração de ter perdido o concerto de Lula Pena.

No 2º dia, Ms. Brown destaca dois grandes concertos, totalmente opostos no estilo, mas muito bem conseguidos: (i) Sean Riley e os seus Slowriders foram estupendos. A sua musicalidade e as letras revelam um grupo português maduro e com possibilidades de singrar no estrangeiro; (ii) Seun Kuti & Egypt80, vindos directamente da Nigéria que com sons funk e africanos puseram o público a vibrar.

No 3º dia, foram 3 os concertos que captaram a atenção de Ms. Brown. O 1º de Luísa Sobral que, acompanhada de 3 músicos, cantou, tocou inúmeras violas e guitarras, contra-baixo, interagiu com o público, enfim, one woman show! Grande voz e as suas músicas são fantásticas. Infelizmente, por causa da sobreposição de horários, Ms. Brown não viu o concerto até ao fim, e ainda bem, porque, dali foi para um dos, se não o melhor, concerto do MED, com George Clinton &Parliament/Funkadelic. Que concerto! Ritmos funks, tipo anos 70, muitos músicos e performers em palco, que dançavam, cantavam, actuavam, tudo sob a batuta de um grande George Clinton, músico já de alguma idade, mas genial! Um espectáculo inigualável. Mas, como se não bastasse este espectáculo de luz, cor, música e dança, para fechar a noite, o MED tinha reservado "Batida"! Ms. Brown já tinha assistido a um concerto deste grupo luso-angolano no Superbock em Stock, no mês de Dezembro, em Lisboa, e por isso já não foi surpreendida pela loucura de concerto, mas às primeiras batidas de kuduro electrónico, o seu corpo não mais parou e foi dançar até ao final do concerto. Uma grande noite, sem dúvida!

No último dia, Ms. Brown assistiu a um concerto (calmo) de Frankie Chavez que é português e tem um estilo muito semelhante ao de Jack Johnson ou Ben Harper (toca a viola da mesma forma que este músico), e não pareceu trazer nada de novo para o festival. Talvez porque fosse início da noite, talvez porque ao fim de 3 noites o cansaço já fosse grande, Ms. Brown não ficou fã. Mas, já gostou e dançou ao som da música cigana de Balkan Brass Battle que integra a banda da família Boban e Marko Markovic e a já bem conhecida banda Fanfare Ciocarlia. Os sons dos trompetes e saxofones, a música muito ao estilo de Kusturika, uma música alegre, tiraram Ms. Brown do seu torpor e fizeram-na dançar. A encerrar a noite (de Ms. Brown), o concerto dos Afrocubism que alia músicos do Mali e de Cuba. Naturalmente, uma música dançante à qual Ms. Brown não ficou indiferente.

Por fim, de se assinalar que o espaço do MED, no centro histórico de Loulé está muito bem conseguido e faz com que as pessoas conheçam esta parte da cidade, pois os palcos estão divididos entre vários pontos que obrigam os festivaleiros a andar de um lado para o outro, por ruas de calçada antiga, propensas a lesões nos pés, coloridas com arte de rua e as barracas de artesanato, típicas deste tipo de festivais. Com o decorrer dos anos o MED está mais organizado, e não se viram as confusões que existem noutros festivais. Quem levou carro tinha estacionamento nas imediações, não havia filas para a compra dos bilhetes, ou para as comidas (e por filas entenda-se enormes filas...há sempre fila mas nada de extraordinário).

Loulé está de parabéns e Ms. Brown só espera que o MED dure no tempo e que consiga renovar-se todos os anos mostrando os vários tipos de música, gastronomia, arte e cultura que existem no mundo. Até para o ano MED...

Ms. Brown às 18:59

20
Jun 11

No passado sábado, Ms. Brown teve um programa de lazer que aconselha aos viajantes (salvo a última parte do programa que mais adiante será referida!).

Ms. Brown, juntamente com um grupo de amigos, na tarde se sábado, foi andar no mítico eléctrico 28 que faz a viagem entre os Prazeres e o Martim Moniz, passando por bairros lisboetas como a Lapa, Bairro Alto, Alfama, Graça... Foi sem dúvida uma tarde bem aproveitada e divertida. O tempo convidava a uma ida à praia, mas Ms. Brown optou por este passeio citadino e não se arrependeu.

A viagem começou junto ao cemitério dos Prazeres - por si só já motivo para uma visita pois contém jazigos históricos e é um exemplo congregador de vários estilos arquitectónicos (é verdade!). Daí, o eléctrico atravessa parte de Campo de Ourique (R. Silva Carvalho) e entra pela Lapa até S. Bento. Depois, mete-se pela Calçada do Combro, ao som de "Cheira bem, cheira a Lisboa" cantado pelo grupo de Ms. Brown, passa por Sta. Catarina (na viagem tem-se um vislumbre do elevador da Bica) e chega ao Largo Luís de Camões. Aqui vê-se uma Lisboa turística, quase sem moradores locais e a cheirar a cremes protectores e a falar inúmeras línguas. A viagem continua pela, anteriormente má-afamada, R. António Maria Cardoso (onde era a sede da PIDE) e agora rua do Teatro de S. Luiz. Seguindo viagem pelos trilhos do eléctrico, desembocamos na Baixa pombalina, que fervilha de gente e animação de rua. Seguimos em frente e passamos a Igreja da N.ª Senhora da Madalena. Iniciamos a subida até à colina do Castelo de S. Jorge, passamos a Sé e estamos dentro de Alfama. O eléctrico chia e sobe a rua ígreme e passa o Centro de Estudos Judiciários (conhecido agora pelas más razões), ex-prisão do Limoeiro, passa o miradouro de Santa Luzia e, por causa de um autocarro de turismo que faz manobras complicadas , o eléctrico, para gáudio de Ms. Brown, detém-se nas Portas do Sol. Aqui Ms. Brown aproveita para apreciar a paisagem e tirar inúmeras fotografias. Lisboa é sem dúvida uma das cidades mais bonitas do mundo, com uma luz e cor sem igual! Findas as manobras, o eléctrico segue caminho, passando pelo Teatro Romano, Igreja de S. Vicente de Fora, Voz do Operário, chegando ao Largo da Graça. Aqui Ms. Brown e os seus amigos apeiam-se e passeiam-se, deixando o eléctrico seguir o seu caminho até ao Martim Moniz.

No bairro da Graça, Ms. Brown e os seus amigos vão até uma tasca tipicamente lisboeta, onde se canta o fado castiço e quem quiser fazê-lo avança sem medos! Saem uns pastelinhos de bacalhau e umas imperiais a preceito. Ouvem-se os fadistas "ad hoc", grita-se "ah fadista" "ah boca linda", "ah riqueza da sua mãezinha", e os turistas regozijam com tais manifestações populares! É a vez de uma das raparigas do grupo de Ms. Brown avançar para o meio da tasca. Coloca as mãos junto ao ventre e solta a voz. Os ouvintes acompanham com "laralás" e está feito o sucesso. AH FADISTA!

As cantorias acabam e está na hora de avançar para outro local. Ms. Brown desce por Alfama, agora com um grupo mais pequeno, os que não temem o que vem a seguir - concerto de Tony Carreira nos Restauradores!

Pois é, caros viajantes, Ms. Brown aventurou-se pelo mundo do Tony Carreira e da sua trupe de fãs incontroláveis. É o povo mais genuíno!

Em dia de pic-nic e celebração da produção nacional, Tony Carreira canta (e desafina) e encanta os seus fãs! A Praça dos Restauradores, outrora cheia de turistas, está cheia de gente das camadas mais populares. Todos de mãos no ar, todos a cantar os grandes hits do cantor, tudo ao rubro. Ms. Brown não ficou até ao fim, mas conseguiu perceber o fenómeno em torno deste cantor, que vindo de raízes humildes, as canta e faz com que as pessoas se identifiquem com ele.

Sem dúvida foi uma tarde bem divertida e bem passada que Ms. Brown recomenda vivamente.

Lisboa é uma cidade cheia de coisas para ver e se fazer e nada como ser uma lisboeta turista em Lisboa!

 

Ms. Brown às 10:49

16
Jun 11

Ms. Brown está preocupada!

1ª Preocupação:

137 Auditores da Justiça (vg. candidatos a magistrados/juízes) foram apanhados a copiar em 2 exames de acesso à profissão. Mas, como se não bastasse, os responsáveis pelo Centro de Estudos Judiciários (instituição responsável pela formação de magistrados/juízes), apesar de terem detectado tal irregularidade (como lhe chamaram), atribuíram, ainda assim, nota 10 aos examinandos. Além deste escândalo, a justificação agora apresentada, raia a insanidade mental, pois tais responsáveis justificam a atribuição da nota com o facto de não terem tempo para fazer novos exames! Senhores e que tal DESCLASSIFICAÇÃO de tais candidatos?! Ms. Brown, ao que sabe, há requisitos mínimos essenciais para o exercício da magistratura (judicial ou MP), sendo que tais deverão passar por: (i) licenciatura em Direito; (ii) honra; (iii) probidade; (iv) dignidade; (v) credibilidade; e, aduz Ms. Brown, atentos os exemplos que tem visto em alguns tribunais, inteligência e clarividência, bem como conhecimento da prática e da realidade diária.

Isto é VERGONHOSO! Como poderão estes candidatos a magistrados exercer a sua profissão, julgar os outros, condenar os criminosos, tendo esta situação no seu curriculum? Bem esteve o Bastonário da Ordem dos Advogados ao denunciar e criticar esta situação. Todos os 137 candidatos deveriam ser desclassificados e impedidos de aceder ao exercício da magistratura!

2ª Preocupação:

Onda de indignação nacional e europeia que é cada vez maior e as cargas policiais. Diariamente chegam notícias de que há mais desempregados e de que as pessoas estão fartas das políticas económicas que cortam a eito todos os direitos sociais. As pessoas têm o direito a sentirem-se indignadas, pois os verdadeiros responsáveis nada assumem e imputam à população comum todas as responsabilidades pela crise. Em Espanha foi o que se viu nas Portas do Sol, em Madrid. Mas se aí até as coisas foram pacíficas, o mesmo já não se pode dizer em Barcelona, em Lisboa e em Atenas, onde a polícia decidiu que a melhor forma de calar as vozes indignadas é bater, usar a força, usar gás lacrimogéneo, prender e ameaçar. Ms. Brown concorda com aquele cliché que diz que a Força da Razão é maior que tudo e que prevalecerá sobre a força física e completamente desnecessária!

Mas, a situação é preocupante, quer porque cada vez há mais povos indignados por essa Europa fora, quer porque a classe política parece impotente para resolver a crise. É urgente encontrar uma solução! É urgente encontrar quem esteja disposto a meter o dedo na ferida, a cortar as regalias dos principais causadores da crise (instituições financeiras) e a salvaguardar os direitos sociais, que mais que não são do que o direito a uma vida digna e condigna!

3ª Preocupação:

A pobreza é cada vez mais patente! No espaço de 2 dias, Ms. Brown foi confrontada à porta de sua casa e no café onde estava, por pedintes jovens que pediam comida... não pediam dinheiro, mas sim comida! E sempre que anda na rua, vê-se cada vez gente a pedir, ou a mendigar (e Ms. Brown não fala dos pedintes profissionais que vêem da Roménia). A crise está aí e ainda é só o início. Ontem, o responsável pelas misericórdias falava que a antiga classe média vai agora comer às suas cantinas. Dizia ainda que as pessoas têm vergonha, que comem depressa e de cara escondida, muitas vezes voltadas para a parede. Tudo isto consequência das políticas de "levem tudo, gozem tudo, não se preocupem com o pagamento". Ms. Brown está revoltada porque sabe que pouco consegue fazer para ajudar, mas está mais revoltada porque tem consciência que os verdadeiros culpados nunca serão julgados nem condenados por isto! O crédito fácil, o pagamento a prestações, as viagens a crédito, as segundas casas, os carros (um para cada membro da família), tudo não passou de "tapar o sol com a peneira". A tão falada riqueza do nosso país era falsa, todos viviam de ilusões! Agora, sejam bem vindos à realidade, pura e crua! Não há dinheiro!

4ª Preocupação:

A onda de violência. Num curto espaço de tempo, um homem barricou-se em Quarteira, um turista foi morto, outro estava em vias de ser assaltado quando a polícia chegou, ontem alguém tentou assaltar a caixa de multibanco instalada numa junta de freguesia fazendo explodir bilhas de gás (conseguiram destruir a junta com a explosão, mas não conseguiram assaltar a caixa de multibanco!), houve vários assaltos a caixas de multibanco, adolescentes agridem-se violentamente e publicam no Facebook, etc...

O país está a ferro e fogo! No Algarve, o maior destino turístico de Portugal, não há segurança. O consulado britânico já emitiu avisos. Um pouco por todo lado, há assaltos, mortes, agressões. E não se vê o fim a isto.

5ª Preocupação:

Apesar da crise política, das queixas que se ouviram sobre o anterior Governo, de toda a situação portuguesa, 41% da população decidiu não ir votar! Assim, como é que as coisas mudam, se quem tem poder para as mudar não se interessa?

 

E muitas mais preocupações haverão e terão os viajantes. Comum a quase todas estas (com excepção da 1ª) é a crise. A falta de dinheiro traz a instabilidade social e, consequentemente, a violência. Esperemos que rapidamente Portugal volte a ser o paraíso de outrora...

 

Ms. Brown às 16:05

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